Agência Senado

Uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) homenageou, nesta segunda-feira (13/4), os trabalhadores frentistas pelo Dia Nacional da categoria, celebrado em 4 de março, e debateu condições de trabalho, saúde e segurança desses profissionais.
A iniciativa partiu de requerimento do senador Paulo Paim (PT-RS).
Durante o encontro, debatedores criticaram a ausência de benefícios como planos de saúde, mesmo diante da exposição a agentes nocivos, como o benzeno. Também foi destacada a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e ao monitoramento da saúde dos trabalhadores.
Papel econômico e social
Representantes do setor ressaltaram a importância histórica da categoria, presente no país desde o início do século 20. O diretor da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes, Márcio Andrade, destacou o impacto da atividade na economia.
“Vocês não apenas abastecem veículos, vocês ajudam a mover o país”, afirmou.
Os participantes também defenderam a manutenção da atividade diante do avanço da automação, além da necessidade de qualificação profissional e de estabilidade regulatória.
O presidente da Federação Nacional dos Empregados em Postos de Combustíveis, Eusébio Luís, destacou a relevância da Lei 9.956/2000, que proibiu o autosserviço em postos de combustíveis.
“Se não tivéssemos essa lei, talvez não estivéssemos aqui hoje comemorando”, disse.
Ele também cobrou maior diálogo com o setor patronal e mais atenção das distribuidoras aos trabalhadores.
Já a coordenadora-geral de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Rafaele Menezes, enfatizou o papel da organização sindical na conquista de direitos.
“Não existe conquista de direitos sem sindicatos”, declarou.
Ela também defendeu a redução da jornada de trabalho como forma de melhorar a qualidade de vida dos profissionais.
Com informações da Agência Senado



