Dilma afirma que lutará por mais redução de impostos em 2013

“Nós estamos baixando juros, fazendo o câmbio ser um câmbio mais real, assegurando a redução das tarifas de energia, diminuindo impostos”.

:: Da redação20 de dezembro de 2012 11:48

Dilma afirma que lutará por mais redução de impostos em 2013

:: Da redação20 de dezembro de 2012

A redução de impostos será uma das principais “lutas” do governo em 2013, garantiu a presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (19). Ela lembra que vem agindo em diversas frentes para resolver os problemas econômicos, refletidos no baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). “Nós estamos baixando juros, fazendo o câmbio ser um câmbio mais real, assegurando a redução das tarifas de energia, diminuindo impostos, porque é muito importante para o País”, avaliou, em pronunciamento durante a cerimônia de entrega dos certificados a formandos dos cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em Palmas (TO).

Para Dilma, a educação é o caminho para o crescimento do País. Ela reforçou a importância da Medida Provisória 592 que destina 100% dos recursos dos royalties do petróleo ao setor educacional. “Somos um país que precisa fazer duas coisas: superar a pobreza e, ao mesmo tempo, se posicionar para ser uma das nações tecnologicamente mais desenvolvidas do mundo. Entre as duas exigências, a ponte tem nome. O nome dela é educação”, disse ela. A presidente argumentou que os recursos dos royalties serão importantes para investimentos em creches, educação integral e alfabetização na idade certa, até os 8 anos.

Pronatec

A cerimônia, realizada na Escola Municipal de Tempo Integral Caroline Campelo, reuniu 4.100 alunos formandos do ensino médio, da educação de jovens e adultos, de aldeias indígenas e de comunidades quilombolas. “Vocês são 4.100 exemplos de que é possível oferecer novas oportunidades para todos os cidadãos. Cada um de nós nasce diferente. Mas, cada um de nós tem o direito de ter oportunidades iguais”, saudou a presidenta.

Os cursos do Pronatec têm carga horária mínima de 160 horas, sendo 32 horas de aulas teóricas, 88 horas de aulas práticas e 40 horas de empreendedorismo. Em Tocantins, as aulas são ministradas em 122 municípios, com 353 turmas em 169 escolas. Entre os cursos oferecidos estão os de horticultura, fruticultura, sistema de beneficiamento de mandioca, sistema de irrigação, avicultura, artesanato, assistente, com ênfase em administração rural, condutor ambiental, bovinocultura de corte e de leite.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), em 2012 foram investidos R$ 35,2 milhões em convênios para execução de obras e aquisição de recursos pedagógicos no estado.  Segundo levantamento do ministério, mais de 2,5 milhões de pessoas foram atendidas pelo Pronatec em todo o país. O programa foi criado em 2011 com o objetivo de desenvolver a formação e a qualificação profissional em áreas técnicas.

“Capitalismo verdadeiro”

As reduções de juros promovidas pelos bancos ao longo deste ano estão contribuindo para que os empresários busquem lucro no investimento produtivo, não na especulação financeira, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante um café da manhã com a imprensa, nesta quarta-feira (19). Na avaliação do ministro, a diminuição do custo financeiro favorece o surgimento do “capitalismo verdadeiro” no Brasil.

“Agora [é] que o capitalismo verdadeiro está se implantando no Brasil. Quero ver o empresário ganhar dinheiro suando a camisa, com ousadia e espírito animal”, declarou o ministro. Ele considera que o País está se adaptando a uma nova realidade após um longo período de juros altos, que garantiram retornos fáceis para quem aplicava no mercado financeiro. “O povo brasileiro estava viciado em juros. Agora estamos atravessando um período de desintoxicação. No primeiro momento, isso causa problema para todo mundo. Os aplicadores precisam encontrar novos instrumentos”, disse.

Em relação aos bancos, o ministro ressaltou que a redução dos juros estimula o surgimento de novos modelos de aplicação, como títulos privados de longo prazo. Por meio desses instrumentos, os investidores emprestam dinheiro a empresas, que investem os recursos e reembolsam os aplicadores com juros que representam o risco do empreendimento.

Mudanças estruturais

Segundo Mantega, apesar de o ano ter sido de crescimento econômico baixo, as mudanças estruturais promovidas pelo governo na economia deverão reverter esse cenário. Ele destacou a redução dos juros e dos impostos e as mudanças que levaram o câmbio a níveis mais aceitáveis que não prejudicam os exportadores. “Foi um ano difícil, mas com grandes realizações e reformas estruturais, que não são imediatas nem trazem felicidade imediata”, declarou.

As medidas para estimular o consumo foram necessárias para reativar a economia e preservar os empregos, mas foram conjugadas com ações de estímulo ao investimento. “O investimento é um compromisso com o futuro. Essa confiança está se implantando e vai aumentar. Fizemos o diabo para aumentar os investimentos. O que nós fizemos para estimular os investimentos é dez vezes mais do que gastamos para estimular o consumo”, destacou o ministro.

Mantega acrescentou ainda que o País está encerrando um ano de crise próximo do pleno emprego e com o consumo em alta. “O grande sucesso de uma política é quando você consegue gerar emprego. A população está feliz e viajando. [Os brasileiros] nunca viajaram tanto. Está faltando mão de obra. É uma grande satisfação para mim, uma proeza terminar o ano com emprego, em um ano de baixo crescimento”, disse.

Com agências

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