Discutir mudanças no ensino médio em 120 dias é um crime, diz Fátima

:: Da redação4 de outubro de 2016 20:06

Discutir mudanças no ensino médio em 120 dias é um crime, diz Fátima

:: Da redação4 de outubro de 2016

No plenário do Senado, Fátima citou nota do Fórum Nacional da Educação pedindo para que a MP da reforma do ensino médio não prospere no CongressoUma das vozes mais críticas à Medida Provisória 744/2016, que trata da reforma do ensino médio, a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) fez um novo apelo ao Congresso Nacional contra a matéria. Para ela, o meio que o governo Temer escolheu discutir o tema é “um crime contra a sociedade brasileira”. 

“Fazer uma reforma no ensino médio via medida provisória, pelo caráter impositivo e restritivo que ela tem, que já começa com força de lei e com um prazo de apenas 120 dias para aprovação, é um crime contra a sociedade brasileira, contra os jovens, contra a educação”, afirmou a senadora, nesta terça-feira (4), em discurso ao plenário. 

Fátima aproveitou para divulgar uma nota do Fórum Nacional de Educação que também critica a MP. Os integrantes do fórum acreditam que a medida não é um instrumento adequado de debate do tema e que não pode prosperar dentro do Congresso Nacional. 

“Essa nota faz um apelo para que o Senado Federal e a Câmara lutem pela retirada da MP 746, por considerar, como diz o texto, inaceitável, inconcebível que o governo, via medida provisória, faça uma reforma numa etapa do ensino considerada uma das mais importantes da educação básica”, explicou a parlamentar. 

O Fórum Nacional de Educação é a instituição de maior respeitabilidade do País, congregando mais de 50 entidades que representam tanto os gestores da área quanto a sociedade civil. 

Segundo Fátima, a mobilização dessa entidade reforça que a sociedade civil está se organizando em um movimento de resistência contra a MP 744. 

“Uma medida provisória, diga-se de passagem, gestada em gabinete a quatro mãos de cima para baixo sem o devido debate amplo, qualificado e responsável com toda a comunidade educacional”, denunciou a senadora. 

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