Fátima: Desistir da luta em defesa da democracia é desistir da própria Nação

:: Da redação27 de agosto de 2016 13:56

Fátima: Desistir da luta em defesa da democracia é desistir da própria Nação

:: Da redação27 de agosto de 2016

Fátima: Desistir da luta em defesa da democracia é desistir da própria NaçãoUma das mais ferrenhas defensoras da presidenta Dilma Rousseff, a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) comenta, em artigo publicado nessa sexta-feira (26) pelo Jornal Novo, do Rio Grande do Norte, os verdadeiros motivos e a hipocrisia que motivam o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.

 

Leia abaixo:

 

Fátima Bezerra: A vertiginosa covardia 

Estamos diante de um momento extremamente difícil de nossa história, de uma bifurcação que pode conduzir o nosso país a dois caminhos distintos: o caminho da democracia com inclusão social ou o caminho da tirania e da exclusão. 

Na próxima segunda, 29 de agosto, testemunharemos a face desnuda da verdade diante da mascarada hipocrisia, a voz parcimoniosa da honradez diante do ruído da ofensa, o passo firme da coragem diante da vertiginosa covardia. 

Segunda-feira, o Senado Federal deixará de ser a Casa da federação para assumir os contornos de um tribunal de exceção, e aquela mulher que foi barbaramente torturada durante a ditadura, com a convicção que lhe permitiu sobreviver, com a ousadia que lhe permitiu ser eleita a primeira mulher presidenta do Brasil, enfrentará os novos algozes da democracia. 

A comunidade internacional está ciente do absurdo que está sendo praticado em uma das maiores economias do planeta e os próprios articuladores do golpe já confessaram seus objetivos, mas ainda assim a presidenta Dilma será julgada por crimes que simplesmente não existiram, em virtude de operações orçamentárias executadas por todos os ex-presidentes da República, que tiveram como único objetivo garantir a prestação dos serviços públicos à população. 

Para tornar esta farsa ainda mais burlesca, para tornar este golpe ainda mais indecente, o pedido de impeachment da presidenta Dilma foi aceito pelo réu Eduardo Cunha, ora afastado da presidência da Câmara e de seu mandato por decisão do Supremo Tribunal Federal, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Enquanto a presidenta Dilma poderá ser afastada do mandato que lhe foi conferido pelo voto sem que pese contra ela nenhuma acusação de corrupção, Cunha ainda não teve seu mandato cassado e segue impune, o que revela a grande injustiça que está sendo cometida contra a presidenta e contra a democracia, acompanhada de um pacote de maldades contra o povo. 

Pacote de maldades que engloba o congelamento dos gastos nas áreas sociais, a entrega do pré-sal às multinacionais, a privatização do patrimônio público, o fim da política de valorização real do salário mínimo, uma reforma da previdência desumana e uma reforma trabalhista que confisca direitos do trabalhador. Aliás, é exatamente por isso que as elites apoiam o golpe de Estado em curso, pois o programa de governo dos golpistas maltrata os mais pobres e preserva os privilégios dos mais ricos. 

É por essas e outras que continuaremos trilhando o caminho da coerência, da legalidade, da justiça social. Ao lado da presidenta Dilma, que mais uma vez está dando uma demonstração de coragem, convicção e compromisso com o Estado Democrático de Direito. Uma demonstração de que não desistirá da luta para fazer valer os mais de 54 milhões de votos que lhe foram confiados, da luta para comprovar sua inocência e desmascarar a farsa do impeachment. 

Desistir da luta em defesa da democracia é desistir da nossa própria nação enquanto casa comum, onde deve ser praticado o respeito, a solidariedade e a justiça social. Próximo dia 29 é dia de ocupar as praças e avenidas de todo o país para dizer que não desistiremos de lutar em defesa do Brasil. 

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