Lucro do BNDES sobe 20,4% e atinge R$ 3,3 bilhões no 1º semestre

O fator que mais contribuiu para o desempenho positivo foi o resultado com financiamentos a projetos de investimento.

:: Da redação14 de agosto de 2013 17:56

Lucro do BNDES sobe 20,4% e atinge R$ 3,3 bilhões no 1º semestre

:: Da redação14 de agosto de 2013

Inadimplência cai para 0,02%, menor desde 2008.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 3,261 bilhões entre janeiro e junho de 2013. O valor é 20,4% superior ao do mesmo período do ano passado, quando a cifra atingiu R$ 2,709 bilhões. Segundo análise do próprio banco, o fator que mais contribuiu para o desempenho positivo de 2013 foi o resultado com financiamentos a projetos de investimento. Isso indica que  a estratégia de reduzir as taxas de juros contribuiu para que os resultados financeiros fossem positivos e consistentes.

Os recursos desembolsados pelo BNDES somaram R$ 88,3 bilhões no primeiro semestre deste ano, um aumento de 65% na comparação com mesmo período do ano passado. Ao anunciar o resultado, o presidente da instituição, Luciano Coutinho, disse, nesta quarta-feira (14) no Rio, que este foi o melhor desempenho já obtido pelo banco em um primeiro semestre.

Coutinho, estima que os desembolsos da instituição fechem o ano em um patamar de R$ 185 bilhões a R$ 190 bilhões, crescimento que o executivo considerou expressivo em relação ao ano passado, quando o banco desembolsou R$ 156 bilhões.  A evolução de quase 30%, apontou Coutinho, reflete o crescimento da economia e do investimento. Antes, a estimativa era de que os desembolsos crescessem 5% sobre 2012.

A expectativa para o ano que vem é a de que os bancos privados voltem a expandir sua política de crédito e  que essa política alivie um pouco a pressão sobre o BNDES.

Luciano Coutinho afirmou que a instituição já observa uma trajetória de acomodação para a inflação, com expectativa de índices menores a partir de agora. Outro ponto relevante a se levar em conta, segundo ele, é que a taxa de câmbio está mais favorável à exportação e à competitividade. As importações, por outro lado, ainda não responderam a esse novo patamar de câmbio, segundo Coutinho.

“Foi um bom resultado em todos os níveis, no desembolso, nas consultas, aprovações e nos enquadramentos”, disse ele. “Pela nossa percepção, o primeiro semestre revela a continuidade do investimento, o que contrasta um pouco com as expectativas do setor privado”.

No semestre, as aprovações chegaram R$ 91,190 bilhões, 26% a mais que no mesmo período do ano passado. O melhor resultado para um semestre. Já os enquadramentos chegaram a R$ 110,88 bilhões, com 3% de aumento, e as consultas, a R$ 124,99 bilhões (6% de aumento).

Na distribuição setorial, a indústria teve R$ 29,5 bilhões desembolsados (33% do total), um crescimento de 93%, com destaque para os segmentos de química e petroquímica, mecânica e material de transporte. A infraestrutura contou com 31% do total de desembolsos, R$ 27,3 bilhões, um crescimento de 36%. Já o setor de comércio/serviços teve desembolsos de R$ 22,2 bilhões, com participação de 25% sobre o total liberado pelo banco, um aumento de 62%. O setor de agropecuária recebeu R$ 9,34 bilhões, 111% de crescimento na participação.

Destacaram-se as liberações do Programa de Sustentação de Investimento (PSI), que financia principalmente máquinas e equipamentos, que teve crescimento de 230% no semestre, chegando a R$ 42,6 bilhões.

Deste total, R$ 21,9 bilhões se destinaram às micro, pequenas e médias empresas, sendo R$ 32,4 bilhões para as de menor porte, ou 37% dos desembolsos da instituição. Regionalmente, houve crescimento de 101% nas liberações para o Sul e 93% para o Nordeste.

Resultado positivo
O resultado positivo no semestre, de R$ 965 milhões, foi 9,3% superior ao do primeiro semestre de 2012. Cabe destacar que o crescimento em renda variável ocorreu em meio a um cenário de incertezas da economia internacional. Essa instabilidade têm gerado constantes mudanças de fluxos de capitais, com impactos sobre o mercado de ações brasileiro.

Apesar das incertezas nos mercados financeiros e de capitais, a inadimplência do Sistema BNDES .O percentual foi de apenas 0,02% no semestre, a mais baixa taxa obtida em um horizonte de cinco anos. Em dezembro de 2012, a inadimplência do BNDES estava em 0,06%.

Com informações do BNDES e das agências de notícias

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