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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lembrou, neste sábado (7/2), durante o ato de encerramento das comemorações pelos 46 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador (BA), que a origem da legenda está diretamente ligada ao compromisso de representar setores historicamente excluídos da política institucional.
“Nosso partido dizia no manifesto que nós nascemos para dar vez e voz àqueles que não tinham nem vez nem voz. É preciso saber se estamos fazendo isso”, afirmou Lula, em discurso marcado por cobranças internas e defesa do fortalecimento partidário.
O presidente também fez duras críticas ao Orçamento da União aprovado para 2026, que prevê a destinação de cerca de R$ 60 bilhões para emendas parlamentares. Segundo Lula, o volume excessivo de recursos destinados a esse mecanismo acaba deturpando a prática política ao transferir aos parlamentares o papel de executores de políticas públicas, função que deveria ser do Poder Executivo.
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Durante sua fala, Lula alertou para os riscos de o partido perder sua identidade histórica e ética. “Vocês têm a obrigação moral e ética de não deixar esse partido ir para a vala comum da política deste país”, disse, sob aplausos da militância.
O presidente também reforçou que o futuro do projeto político não pode estar centrado em lideranças individuais, mas na força coletiva da legenda. “Não é o Lula que tem que ser forte. É o partido que tem que ser forte”, concluiu.
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Teresa Leitão ressalta importância da mulher na política
Representando as mulheres e parlamentares do PT, a senadora Teresa Leitão (PE) lembrou o ato de lançamento, nesta semana, do Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio. A iniciativa, liderada pelo preside Lula e pela primeira-dama, Janja da Silva, reconhece que a violência contra mulheres é estrutural e não pode ser enfrentada por ações isoladas.
Para a senadora, esse é mais um passo inédito dado pelo PT na inclusão da mulher nos espaços de poder e no debate público.
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“O PT é inequivocadamente o primeiro partido que mais pensa as mulheres neste país. É o primeiro partido que discutiu as cotas de gênero. É o primeiro partido a ter paridade de representação na direção e em todas suas instâncias. E é o primeiro partido a ter o presidente da República, em parceria com a primeira-dama, a colocar o dedo na ferida mais cruel que aflige a vida das mulheres, que é o feminicídio”, afirmou.
A senadora Teresa Leitão ainda apontou para a necessidade de o Brasil ter mulheres senadoras, muito mais mulheres ocupando espaços de decisão para que o partido faça jus a sua história de luta, ousadia e esperança que só o PT tem.
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