prejuízos ao brasil

Objetivo da Lava Jato sempre foi retirar Lula do poder

Senadores destacam estudo científico que exemplifica prejuízos ao País pela forma de atuação do ex-juiz Sergio Moro na Operação Lava Jato confundindo sua atuação com a do Ministério Público e o seu novo exercício como advogado de um empresário investigado por suspeitas de práticas de corrupção como corromper governantes e lavar dinheiro
:: Rafael Noronha23 de novembro de 2020 13:18

Objetivo da Lava Jato sempre foi retirar Lula do poder

:: Rafael Noronha23 de novembro de 2020

Os senadores Rogério Carvalho (SE), líder do PT, e Humberto Costa (PT-PE) se manifestaram após estudos acadêmicos publicados no Brasil e nos EUA que submeteram o legado da Operação Lava Jato a exame crítico. As publicações sugerem que a opção por métodos controversos minou a legitimidade das ações da Operação e inviabilizou reformas que poderiam ter efeitos mais duradouros para o enfrentamento da corrupção no País do que os processos criminais.

De acordo com os autores dos estudos, Moro foi celebrado por impor celeridade às ações da Lava Jato e aplicar penas rigorosas a políticos e empresários corruptos, mas mostra que alguns processos andaram mais rápido que outros e conclui que houve uma estratégia deliberada para fazer as investigações avançarem na direção almejada pelos procuradores, em que o papel de Moro como juiz se confundiu com o do Ministério Público.

“A [Operação] Lava Jato nunca teve o objetivo de combater a corrupção. O objetivo sempre foi retirar Lula da disputa em 2018 para abrir caminho para eleição de Bolsonaro”, apontou o senador Rogério Carvalho.

O site The Intercept que já havia revelado o comportamento nada comum do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro atuando como chefe do procurador Deltan Dallagnol nas ações relacionadas a Operação Lava Jato, revelou que Sergio Moro, agora advogado, tem atuado na defesa de um empresário investigado por suspeitas de corromper governantes, lavar dinheiro, sonegar impostos e violar direitos humanos e leis ambientais – e que já foi preso a mando das autoridades da Suíça e de Israel.

“Especialistas de todo o mundo criticam métodos da Lava Jato e dizem que operação contornou as regras do sistema de justiça criminal no Brasil para atingir seus objetivos. Agora, Sergio Moro advoga para um empresário investigado por suspeitas de corromper governantes, lavar dinheiro, sonegar impostos e violar direitos humanos e leis ambientais”, disse o senador Humberto Costa.

“Sergio Moro nunca foi contra corrupção, sua ambição sempre foi política, para favorecer Bolsonaro, tirando o líder nas pesquisas de 2018, Lula, da disputa presidencial”, enfatizou Rogério Carvalho.

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