OCDE aponta retomada da atividade econômica no Brasil

:: Da redação10 de julho de 2012 14:52

OCDE aponta retomada da atividade econômica no Brasil

:: Da redação10 de julho de 2012

Relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado nesta segunda-feira (10/09) revela que o Brasil é a única grande economia fora do grupo das nações mais desenvolvidas que experimentará uma retomada da atividade econômica nos próximos meses.

Matéria do jornal Correio Braziliense deu destaque ao fator positivo para a economia brasileira. O indicador, que fornece uma medida da atividade econômica futura, registrou um aumento para o país: 99,2 contra 99,0 na leitura anterior. O Brasil foi a grande exceção em uma tendência geral de queda prenunciada pela organização. Países como Índia e China apresentaram redução no medidor da OCDE que integra 33 países, a maioria desenvolvidos.

Em seu relatório semestral de Perspectivas, publicado em maio, a Organização já havia mantido em 3,9% sua previsão de crescimento do PIB brasileiro este ano, mas elevou em três décimos a estimativa de 2013, a 4,2%. A OCDE havia considerado que a economia brasileira saiu do arrefecimento de 2011, quando sua evolução foi menor que a dos outros grandes países latino-americanos, e que perante a crescente pressão inflacionária é preciso deixar para trás alguns dos estímulos monetários ativados.

Desemprego

O relatório também afirma que estes países precisam criar 14 milhões de postos de trabalho para recuperar a situação de emprego anterior à atual crise. Em maio, 48 milhões de pessoas estavam sem trabalho, o que elevou o índice de desemprego da OCDE a 7,9%, e os autores do relatório estimam que o desemprego nos países da zona do euro aumentará nos próximos meses e somente se estabilizará em 2013. Isso significa que agora estão desempregados 15 milhões de pessoas a mais das que antes do início da crise, em dezembro de 2007, assegura o órgão.

Como medidas, a OCDE recomenda que os países adotem políticas macroeconômicas “apropriadas”, como as que contribuem para “estabilizar o sistema bancário europeu”. Além disso, o texto indica que precisa haver um relaxamento maior do que o ocorrido até agora na política monetária, para que essa contribua ao crescimento econômico no curto prazo.

Com agências onlines

Leia a íntegra da matéria do jornal Correio Braziliense:

País vai se recuperar em 2013

OCDE prevê desaceleração acentuada da China, mas aponta para retomada da atividade econômica no Brasil

Apesar do fraco desempenho do Produto Interno Bruto (PIB, a soma da produção de riquezas) apresentado desde o fim do ano passado, o Brasil é a única grande economia que deverá experimentar recuperação nos próximos meses, de acordo com relatório divulgado ontem pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo a entidade, a maioria das grandes nações industriais continuará mostrando crescimento bastante moderado, enquanto a China e a Índia deverão entrar em um período de desaceleração mais acentuada.

Integrada por 33 países, na sua maioria desenvolvidos, a OCDE utiliza uma série de informações setoriais para construir indicadores sobre a atividade futura dos países. O índice da economia brasileira aumentou de 99, em abril, para 99,2 em maio. No caso da China, segunda maior economia do planeta, o indicador recuou de 99,4 para 99,2, afastando-se da média de longo prazo, definida em 100 pontos. Para a Índia, a medida caiu de 98 para 97,8, também abaixo da média.

O indicador geral para países da OCDE recuou para 100,3 frente a 100,4, um nível consistente com uma previsão de crescimento moderado. O índice para a Zona do Euro ficou estável em 99,6 pelo terceiro mês consecutivo, um patamar que indica desaceleração, segundo a organização. Os Estados Unidos, maior economia do planeta, continuaram em território de crescimento, com uma leitura de 100,9, apesar do número ter ficado abaixo dos 101,1 de abril. O Japão viu seu indicador recuar para 100,7 ante 100,8 no levantamento anterior.

BCE

Diante da fraqueza dos dados econômicos na região, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mário Draghi, afirmou ontem que a instituição está disposta a fazer o que for necessário para dar suporte à economia e aos bancos da Zona do Euro. “O BCE vai manter as linhas de liquidez abertas a todos os bancos solventes”, disse Draghi, poucos dias depois de anunciar um corte na taxa de juros básicos para 0,75%, o menor nível histórico, e reduzir para 0% a taxa dos depósitos bancários na região. Em entrevista, Draghi deixou a porta aberta para uma nova rodada de queda dos juros, mas não antecipou que medidas podem ser tomadas.

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