Paim comemora apoio popular a árbitro vítima de racismo

Nesse fim de semana, o mesmo juiz foi aplaudido de pé pela torcida

:: Rafael Noronha10 de março de 2014 18:57

Paim comemora apoio popular a árbitro vítima de racismo

:: Rafael Noronha10 de março de 2014

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“Toda a rodada do Gauchão foi marcada por
homenagens ao árbitro”
(Foto: Agência Senado)

O senador Paulo Paim (PT-RS) parabenizou, nesta segunda-feira (10), a atitude dos torcedores que foram aos estádios de futebol neste final de semana e mostraram apoio ao árbitro Márcio Chagas. O juiz foi chamado de “macaco” e hostilizado pela torcida na cidade de Bento Gonçalves, durante jogo do Campeonato Gaúcho.

“É importante para mim hoje registrar que a rodada do futebol brasileiro no final de semana foi marcada por homenagens ao árbitro Márcio Chagas. No Rio Grande do Sul, vários clubes entraram com faixas e camisas estampadas com a frase “Diga não ao racismo”. Em Pelotas, o árbitro Márcio Chagas foi aplaudido de pé pelos torcedores”, comemorou o senador, que ainda lembrou que, da mesma forma, várias partidas tiveram manifestações contra o racismo, em homenagem ao jogador Arouca, também vítima de racismo na última quarta-feira, em São Paulo. “De nosso País, ocorreram manifestações contra o racismo”.

Paim ainda lembrou a manifestação da presidenta Dilma Rousseff, em seu perfil no Twitter. Na oportunidade, Dilma afirmou ser “inadmissível que o Brasil, a maior nação negra fora da África, conviva com cenas de racismo”.

A presidenta também anunciou pelas redes sociais que acertou com a ONU e a Fifa para que a Copa do Mundo de 2014, que se inicia no próximo mês de junho, em Itaquera, seja a Copa pela Paz e a Copa contra o Racismo.

“Nós sabemos que não vamos resolver esta questão de uma hora para outra, mas manifestações desse tipo trazem a chama da igualdade, da liberdade, da justiça, do amor, da solidariedade, sempre bem-vinda entre nós”, disse Paim, que ao final do seu discurso, ressaltou que os casos de Tinga, Arouca e do árbitro Márcio fizeram com que o Brasil mostrasse sua cara, dizendo: “Não, não ao racismo”, concluiu.

Rafael Noronha

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