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Para setor cultural, “retroceder não é uma opção”

Nos versos da cantora e compositora pernambucana Flaira Ferro, o recado dos artistas e intelectuais ao atraso e desmandos do governo Bolsonaro
:: Da redação14 de janeiro de 2020 06:53

Para setor cultural, “retroceder não é uma opção”

:: Da redação14 de janeiro de 2020

A cultura nacional esteve no centro da disputa política ao longo de 2019. De um lado, alvo da perseguição do governo Bolsonaro sob o pretexto de combate ao “marxismo cultural”, a “ideologia de gênero” ou, até mesmo, a “doutrinação nas escolas”. De outro, artistas, intelectuais, escritores, cineastas jornalistas defenderam a liberdade de criação, de manifestação e, mesmo, de imprensa. “Tem fogo cruzado queimando nas esquinas / Um golpe de estado ao som da carabina, um fuzil / Se a justiça é cega, a gente pega quem fugiu”, cantou o grupo BaianaSystem sintetizando o cenário.

Um dos palcos de confronto foi a luta pela liberdade Lula, com a realização de festivais em vários estados, o último deles em Recife, com a presença do ex-presidente, com participação de dezenas de artistas, eles Lia de Itamaracá (foto). Ao mesmo tempo, o cinema, a literatura e a música resistiram como o filme “Bacurau” e vários discos lançados por artistas de diferentes tendências. Elza Soares com Planeta Fone, Baiana System com Sulamericano, Chico César com O Amor é Um Ato Revolucionário,  Flaira Ferro com Virada na Jiraya e Francisco El Hombre com Rasgacabeza são exemplos disso. A apresentação do grupo Francisco El Hombre no Rock in Rio foi um dos marcos do protesto contra o governo Bolsonaro.

Vários são os exemplos dessa perseguição à produção cultural neste primeiro ano de seu governo, destacou o site do PT no Senado em monitoramento publicado em 25 de outubro. “Obras e artistas têm sido vetados no processo seletivo para apoio financeiro e preteridos na cessão de espaços públicos ou simplesmente estão sendo cancelados, mesmo que já tenham sido pagos”, alertou o texto. Ao mesmo tempo, o monitoramento mostrou que os projetos alinhados à ideologia de Jair Bolsonaro foram favorecidos na obtenção de benefícios públicos. No final do ano, o governo ainda tentou retirar o direito dos músicos e outras categorias a MEI (registro de microempresário).

O balanço divulgado pela bancada do PT no Senado mostra a diferença de tratamento dos governos petistas em relação ao setor cultural do país. O monitoramento mostra que o orçamento do Ministério da Cultura, empenhado pelo governo em 2003, primeiro ano do governo Lula, saltou de R$ 138,8 milhões, excluídas as emendas parlamentares, para R$ 1,3 bilhão em 2013. Ao longo de 15 anos, sob os governos de Lula e Dilma, a pasta empenhou nada menos que R$ 9,479 bilhões.

Confira a íntegra do PT Monitoramento sobre cultura

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Publicado por francisco, el hombre em Quinta-feira, 17 de outubro de 2019

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