35 anos de história

CUT: parlamentares destacam trajetória de luta e resistência

CUT faz 35 anos num dos piores momentos desde sua criação e luta para que a classe trabalhadora possa reverter o processo de retirada de direitos
:: Rafael Noronha27 de agosto de 2018 17:52

CUT: parlamentares destacam trajetória de luta e resistência

:: Rafael Noronha27 de agosto de 2018

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) foi homenageada nesta segunda-feira (27), pelos seus 35 anos de vida, luta e resistência, que será comemorado nesta terça-feira (28). Dirigentes que participaram do ato denunciaram a prisão política do ex-presidente Lula empunhando cartazes e gritando Lula Livre.

A presidência da Casa também permitiu que os sindicalistas entrassem no plenário Ulysses Guimarães vestindo camisetas de seus sindicatos, federações e confederações, e o tradicional colete vermelho da CUT.

A vice-presidenta da Central, Carmen Foro, lembrou que a história da CUT se mistura com a do País nas últimas três décadas. “Desde o nascimento da CUT lutamos pela democracia, direitos, trabalho decente, inclusão de jovens, mulheres, indígenas e sem terra”, destacou.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, destacou que nos últimos 35 anos nada aconteceu em defesa dos trabalhadores e das trabalhadoras e contra os interesses da burguesia sem que a Central tenha atuado. “A CUT é uma das mais importantes organizações de defesa da classe operária, reconhecida mundialmente. A CUT nunca esteve tão valorizada do ponto de vista da sua luta e enfrentamento ao golpe”, enfatizou.

Na avaliação da secretária nacional de Formação da CUT, Rosane Bertotti, a história da Central está atrelada à democracia brasileira, com os avanços e conquistas do mundo do trabalho e dos direitos sociais.

“A CUT é uma central sindical que, desde que nasceu, tomou como posição a discussão do mundo do trabalho, mas também as implicações do mundo da economia, da política, que tem tudo a ver com o mundo do trabalho. Por isso, a CUT não é uma central sindical neutra. Ela se colocou ao lado e na defesa da democracia contra a ditadura e construiu um debate em nível nacional. E é por isso que a CUT diz hoje que o golpe foi contra o Brasil, a democracia e os trabalhadores”, destacou.

A sessão solene realizada na Câmara dos Deputados foi solicitada pelo deputado federal Vicentinho (PT-SP), ex-presidente da Central e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, e pela deputada federal Erika Kokay (PT-DF), ex-presidenta da CUT-DF.

Fundada no dia 28 de agosto de 1983, em plena ditadura militar, a CUT foi a primeira central sindical brasileira e está entre as cinco maiores do mundo. Atualmente, a central está organizada em 26 Estados e no Distrito Federal e tem 3.980 entidades filiadas, 7,9 milhões de trabalhadores e trabalhadoras associados e 25,8 milhões em toda a base.

Com informações da CUT

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