Presidenta Dilma defende plebiscito sobre novas eleições e reforma política

:: Giselle Chassot16 de agosto de 2016 20:24

Presidenta Dilma defende plebiscito sobre novas eleições e reforma política

:: Giselle Chassot16 de agosto de 2016

Dilma Rousseff: “Quem afasta o presidente pelo conjunto da obra é o povo e só o povo nas eleições”A presidente afastada Dilma Rousseff leu, nesta terça-feira (16), no Palácio da Alvorada, carta dirigida aos brasileiros e aos senadores. Ela destacou a necessidade de fortalecimento da democracia brasileira, evitando um impeachment sem crime de responsabilidade e propôs um pacto para defender conquistas sociais e reafirmou compromisso com o plebiscito para consulta à população sobre a antecipação da eleição e para a reforma política. 

Segundo afirmou, seu retorno à presidência, significará a afirmação do Estado Democrático de Direitos e poderá contribuir decisivamente para o surgimento de uma nova e promissora realidade política. “Quem afasta o presidente pelo conjunto da obra é o povo e só o povo nas eleições”, disse. E lembrou que, no presidencialismo, não basta a desconfiança para afastar um presidente e afastar o Chefe de Estado pelo “conjunto da obra” seria um “inequívoco golpe”.  

“Ao invés disso entendo que a solução para as crises política e econômica passa pelo voto popular em eleições diretas. A democracia é o único caminho para a construção de um pacto pela construção de um Pacto pela Unidade Nacional, o Desenvolvimento e a Justiça Social. É o único caminho para sairmos da crise”, afirmou. A presidenta ainda reafirmou o compromisso integral com à Constituição Federal, persistindo com o lema “Nenhum direito a menos”. 

“Gerar mais e melhores empregos, fortalecer a saúde pública, ampliar o acesso e elevar a qualidade da educação, assegurar o direito à moradia e expandir a mobilidade urbana são investimentos prioritários para o Brasil. Todas as variáveis da economia e os instrumentos da política precisam ser canalizados para o País voltar a crescer e gerar empregos”, destacou. 

Sobre a reforma política, pregou a moralização do sistema de financiamento para campanhas. “Todos sabemos que há um impasse gerado pelo esgotamento político. A restauração plena da democracia requer que a população decida o melhor caminho – disse. 

Poucos minutos após a leitura da carta pela presidenta, a senadora Fátima Bezerra (PT-RN), reproduziu o texto no plenário do Senado. Nesta quarta-feira (17), às 11 horas, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) se reúne com os líderes dos partidos e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, para discutir o roteiro da sessão que decidirá se Dilma Rousseff volta a ocupar a presidência em caráter definitivo. 

O julgamento final do impeachment será dia 25 de agosto, às 9h. A previsão no Senado é que dure de três a quatro dias. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandwski, avisou aos senadores que quer impor o mesmo calendário de trabalho do STF, ou seja, sem entrar pelas madrugadas. Ele também não quer trabalhar nos finais de semana. 

Giselle Chassot 

Leia a íntegra da carta de Dilma

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