Saúde: parcerias vão gerar economia de R$ 5,5 bi em cinco anos

Sete laboratórios públicos e oito privados vão produzir e distribuir por meio do SUS equipamentos, medicamentos e materiais de saúde.

:: Da redação12 de dezembro de 2013 11:39

Saúde: parcerias vão gerar economia de R$ 5,5 bi em cinco anos

:: Da redação12 de dezembro de 2013

Com a produção nacional de equipamentos
e medicamentos o País já economiza R$ 4,1
bilhões (Agência Senado)

Parcerias entre sete laboratórios públicos e oito privados para produção de equipamentos, medicamentos e materiais que são distribuídos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) vão garantir a produção nacional para tratar problemas cardíacos e pacientes das áreas oftalmológica, oncológica, transplantes, diagnóstico e monitoração. Com esse acordo, anunciado nesta quarta-feira (11) pelo Ministério da Saúde, o País deve economizar R$ 5,5 bilhões em cinco anos.

A produção nacional garante uma redução nos gastos com importação que varia entre 14 e 25%, dependendo de cada produto. Com as novas parcerias anunciadas, o Ministério da Saúde já conta com 104 acordos para a produção de 97 itens em território brasileiro. O acordo envolve 19 laboratórios públicos e 60 privados – 30 de capital nacional e 30 estrangeiros.

As parcerias que já estão em andamento garantem uma redução de custos de R$ 4,1 bilhões ao ano. Os primeiros materiais produzidos por meio desse acordo – aparelhos auditivos e Dispositivo Intrauterino (DIU) – já estão prontos e começam a ser distribuídos no Sistema Único de Saúde a partir de 2014.

Os produtos, já na embalagem nacional, e as novas parcerias foram apresentados pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta quarta, em Brasília, durante o 6º encontro do Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde (Gecis), que reúne os principais atores da indústria farmacêutica brasileira de equipamentos e materiais além de seis ministérios, a Anvisa, Fundação Oswaldo Cruz e o Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES). “Este GECIS é marcado pelo incremento do setor de equipamentos, que tem forte impacto na negatividade da balança comercial. Cresceu 72% o número de equipamentos em saúde nos serviços do SUS nos últimos cinco anos”, disse o ministro.

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumo Estratégicos, Carlos Gadelha, o momento é um marco para o setor produtivo da saúde. “Temos hoje 104 parcerias para o desenvolvimento produtivo, com um aumento exponencial nos últimos três anos. Isso é uma mobilização imensa do setor, e ao mesmo tempo é um marco histórico”, acrescenta.

Hemodiálise

Entre os equipamentos que serão produzidos pelas novas parcerias estão dois para hemodiálise (filtro dialisador e máquina), fruto da parceria entre o laboratório público Lafergs e o privado Lifemed. A produção destes equipamentos vai gerar economia de R$ 108 milhões por ano ao SUS – uma redução média de 15% em relação aos gastos com importação destes aparelhos. Estima-se que atualmente 90 mil pacientes precisam de diálise no Brasil. Só em 2012 foram investidos R$ 2,2 bilhões em serviços de nefrologia, 31% a mais que em 2008.

Para a área da cardiologia estão previstas nove parcerias para produção nacional de equipamentos como marcapassos, eletrodos, stents coronário e arterial, desfibriladores e cateteres. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil. Em 2011, foram notificadas 335.213 mortes.

Outra novidade entre as parcerias é a solução para preservação de órgãos para transplante. O desenvolvimento nacional deste produto, por meio de acordo entre o laboratório público IVB e o privado Institut Georges Lopez (IGL), Grupo da América Latina, vai padronizar a qualidade e ampliar o acesso ao líquido, já que existem poucos produtores mundiais. Também passarão a ser produzidos nacionalmente a vacina HPV e a dTpa (difteria, tétano e coqueluche), assim como o medicamento Biotina e o Citrato de Sildenafila.

Mais itens

A economia com a produção nacional viabilizou que o Ministério da Saúde ampliasse em 156% a lista dos produtos considerados estratégicos estabelecidos para o SUS entre eles, vacinas, antirretrovirais, medicamentos oncológicos, fármacos destinados a doenças negligenciadas e os de alto valor tecnológico e econômico, como os produtos biotecnológicos.

Essa listagem traz os itens de interesse do SUS, e portanto da sociedade, sugeridos para que as instituições públicas e privadas formem novas parceiras para a fabricação nacional, possibilizando o incremento do complexo industrial da saúde. A lista passará de 118 para 303 produtos: 187 medicamentos e 116 equipamentos que apoiam no diagnóstico e no tratamento dos pacientes.

Com informações do Ministério da Saúde

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