
Decisão do Copom traz alívio para economia, mas ainda é insuficiente
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (6/8) a nova taxa básica de juros da economia brasileira (Selic), que caiu de 14,25% para 14%¨ao ano. A flexibilização da política monetária é vista como um elemento central para a recuperação da economia nacional, alívio do crédito para a saúde financeira das empresas e estímulo à geração de empregos.
O senador Humberto Costa (PT-PE) classificou a nova taxa de 14% como frustrante e criticou a postura do Banco Central de não indicar os próximos passos da política monetária nos comunicados oficiais.
“O patamar da nova taxa Selic em 14% é ainda muito frustrante para um país que tem demonstrado a fortaleza econômica do Brasil. E o Copom ainda piora o quadro quando não dá uma sinalização para o futuro sobre eventuais próximas reduções. Isso é muito ruim”, afirmou o senador.
O parlamentar ressaltou que a economia brasileira tem demonstrado resiliência diante de cenários globais adversos, mas alertou para os prejuízos ao setor industrial em detrimento do mercado financeiro.
“Até agora, a despeito de todo um quadro externo de guerras e tarifaços, o Brasil tem resistido com competência, inteligência e muito trabalho a esse garrote sobre o nosso crescimento imposto pelo Banco Central. Mas até quando a indústria vai ser apenada em favor de rentistas que estão lucrando nababescamente com essa política tacanha? Passou da hora de o Banco Central ter responsabilidade com o Brasil e romper esse ciclo nefasto de juros altos”, declarou.
A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação, influenciando diretamente as taxas de juros cobradas em empréstimos, financiamentos e cartões de crédito em todo o país.
Embora qualquer redução no indicador ajude a aliviar o custo do capital para empresários e consumidores, economistas ponderam que taxas em patamares de dois dígitos continuam encarecendo os investimentos produtivos, desestimulando a expansão das indústrias e desacelerando a criação de postos de trabalho formais.



