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Senadores cobram dados sobre medicamentos para Covid-19

Senadores Rogério Carvalho e Zenaide Maia protocolaram requerimento de informações ao novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pedindo acesso a dados atualizados acerca, dentre outras coisas, estoque de medicamentos e oxigênio utilizados para pacientes hospitalares de Covid-19
:: Rafael Noronha18 de março de 2021 12:26

Senadores cobram dados sobre medicamentos para Covid-19

:: Rafael Noronha18 de março de 2021

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) e a senadora Zenaide Maia (Pros-RN) protocolaram junto à Comissão Temporária Covid-19, nesta quinta-feira (18), requerimento com uma séria de questionamentos ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre os dados atualizados de estoque de medicamentos e oxigênio utilizados para pacientes hospitalares de Covid-19.

Os senadores argumentam que o pedido se faz necessário diante da escalada de internações devido à explosão de casos de Covid-19 recente e dos relatos de que diversos locais estão reportando níveis preocupantes de estoque de medicamentos.

“Diante do mais grave descontrole da pandemia, que o Brasil protagoniza neste momento, faz-se necessário que todas as providências para mitigar as fatalidades e o sofrimento advindo da doença sejam adotadas”, apontam os senadores na justificação do requerimento.

“As denúncias de iminente falta de medicamentos na rede hospitalar em várias localidades do Brasil agravam ainda mais uma situação já ruim. Solicitamos com a máxima urgência as informações ora mencionadas”, completam.

Os senadores questionam, dentre outras coisas, se alguma medida preventiva foi adotada pelo Ministério da Saúde para garantir que o aumento de internações fosse acompanhado do fornecimento adequado de medicamentos e se mantém controle dos estoques de medicamentos utilizados para os pacientes em internação hospitalar devido à Covid-19

No Distrito Federal, por exemplo, a Secretaria de Saúde informa que dois medicamentos para intubação de pacientes tem o estoque zerado, além de 36% dos 25 produtos monitorados contarem com estoque insuficiente para um mês. Para além dos medicamentos, há também preocupação com a demanda por oxigênio, que cresceu 54% em Brasília.

O Conselho Regional de Farmácia de São Paulo realizou levantamento do estoque de medicamentos e “dos 43 hospitais públicos pesquisados, 32 disseram que já há desabastecimento de algum tipo. Já entre os privados consultados, 77 apontam falta de remédio”.

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