Agência Brasil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nessa Quarta-feira de Cinzas (18/2) a Campanha da Fraternidade de 2026, com o lema “Ele veio morar entre nós” (João 1,14).
Com o tema “Fraternidade e Moradia”, a Igreja católica trata da realidade de milhões de brasileiros que ainda não têm acesso a uma casa adequada.
Esta edição da campanha foi inspirada em uma sugestão da Pastoral da Moradia e Favelas. O objetivo é provocar uma reflexão sobre a habitação como um direito fundamental e a “porta de entrada” para outros direitos, como saúde, segurança, educação e dignidade.
Os senadores do PT utilizaram as redes sociais para destacar a campanha e convidar a população à reflexão. A senadora Teresa Leitão (PT-PE) ressalta que a Campanha da Fraternidade deste ano “nos chama a reconhecer o Cristo presente nas periferias e nas realidades marcadas pelo sofrimento e pela exclusão”.
Já o senador Fabiano Contarato (PT-ES) pontua que o período que se inicia com a Quarta-feira de Cinzas é um convite a parar um pouco e olhar para dentro.
“Que este momento de reflexão, com o início da Quaresma, nos permita fortalecer a fé e seguir com mais consciência e empatia”, disse.
A Campanha da Fraternidade de 2026 chama atenção para a realidade habitacional, sendo que cerca de 328 mil pessoas vivem em situação de rua. Os dados são de 2022.
Dados do Ministério das Cidades apontam que, entre 2022 e 2023, houve recuo de 3,8% na quantidade de famílias sem imóvel próprio para morar. Com isso, o déficit habitacional absoluto teria baixado de 6,21 milhões de domicílios para 5,97 milhões, no período.
O governo federal destaca que o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) contratou mais de 1,9 milhão de unidades desde 2023, com investimento público superior a R$ 300 bilhões.
Atualmente a meta do programa é chegar a 3 milhões de moradias contratadas no fim de 2026, 50% a mais que a meta original.



