Senadores legalistas: nosso voto é não e quantas vezes precisasse seria não

:: Giselle Chassot2 de agosto de 2016 23:50

Senadores legalistas: nosso voto é não e quantas vezes precisasse seria não

:: Giselle Chassot2 de agosto de 2016

É chocante a ausência de provas que foram catadas a qualquer custo apenas em opiniões visceralmente apaixonadas, mas sem lastro no ordenamento pátrio”Senadores aliados à presidenta Dilma Rousseff apresentaram um relatório alternativo ao texto do tucano Antônio Anastasia onde demonstram claramente que não existem motivos legais para a cassação do mandato da presidenta Dilma Rousseff.  O texto assinado pelos senadores petistas Gleisi Hoffmann (PR), Lindbergh Farias (RJ), Humberto Costa (PE) e Fátima Bezerra (RN), além de Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Telmário Mota (PDT- RR), Katia Abreu (PMDB-TO) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), mostra que o processo caminhou apenas com base na vontade política e ignorou os fatos e as provas.   Para os senadores, o texto do relator ataca um genérico “conjunto da obra”. “Ignora quase que por completo os depoimentos das cerca de quarenta testemunhas, quando se reduz a mencionar apenas diminuta parte daqueles que ela própria convocou”, lista.   Como tentaram demonstrar desde o início do processo, os parlamentares legalistas mostraram que o processo foi contaminado pela falta de provas, pelo vínculo político direto dos denunciantes com o PSDB, pela escolha de um relator do mesmo partido e, acima de tudo, pelo desejo de vingança do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que acolheu a denúncia contra a presidenta no mesmo dia em que o PT declarou posição favorável à cassação do mandato do peemedebista pelo Conselho de Ética.   “O poder é dos brasileiros e o mandato é da presidenta Dilma Rousseff concluiu a defesa da presidenta. “Portanto, com toda a segurança técnica, com toda a certeza jurídica e com o dever político inerente ao nosso mandato, votamos não por esse pseudoprocesso, por suas pseudofundamentações, pelas falsas afirmações de agressão ao ordenamento pela senhora presidenta da República… Nosso voto é não e quantas vezes precisasse seria não”.   Logo depois da leitura do relatório, a senadora Gleisi Hoffmann disse que espera que o relatório consiga convencer os senadores de que não houve crime de responsabilidade algum cometido pela presidenta.  “Espero que esse impeachment vá para o único lugar que ele merece: o arquivo”, concluiu.   Ao contrário de todo o tempo em que Anastasia fez a leitura de seu longuíssimo parecer, com mais de quatrocentas páginas, durante a leitura das 27 páginas do resumo ao voto em separado a TV Senado não transmitiu a íntegra da reunião, mas transmitiu uma sessão do plenário. Os governistas, liderados pela senadora Ana Amélia (PP-RS) que presidia a sessão, se recusaram a interromper a leitura.   Baixe o resumo do voto em separado   Baixe a íntegra do voto em separado   Giselle Chassot   Leia mais: Relatório de Anastasia “pedala” e não demonstra que houve atentado de Dilma contra a Constituição Federal
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