SAÚDE

Rogério Carvalho quer mais debates sobre proposta do exame para formando em medicina

Comissão concluiu votação de exame nacional para formandos em medicina. Senador disse que avaliação deve ser política de Estado

Alessandro Dantas

Rogério Carvalho quer mais debates sobre proposta do exame para formando em medicina

Rogério Carvalho disse que formação médica deve ser política estado

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) apresentou requerimento para que seja votado em Plenário o projeto que institui o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed). A proposta (PL 2.294/2024) foi aprovada na semana passada pela Comissão de Assuntos Sociais e seguiria diretamente para a Câmara dos Deputados.

“Um tema dessa magnitude precisa ser decidido com a participação do conjunto do Parlamento. É fundamental que haja um debate amplo, transparente e democrático antes de qualquer deliberação definitiva. É uma matéria sensível, que impacta estudantes, profissionais, universidades e, sobretudo, o povo brasileiro. E temas que dizem respeito à saúde da nossa população não devem ser tratados como mera formalidade regimental”, explicou o senador.

Médico e com longa atuação na avaliação dos egressos das faculdades de medicina, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) lamentou que a comissão tenha perdido a oportunidade de tornar o sistema de avaliação dos formandos uma política permanente de Estado.

“Quem tem que garantir a qualidade da formação médica é o Estado brasileiro. Poderíamos ter chegado a um acordo em que o CFM (Conselho Federal de Medicina) poderia até aplicar a prova. Acontece que o interesse maior não é conformar uma política de Estado, onde se dá transparência e controle em cruzado [envolvendo Ministérios da Educação e da Saúde e entidades médicas], e que não seria destruída por um próximo governo”, disse Rogério Carvalho, durante a discussão do projeto.

O texto votado pela comissão estabelece a aprovação no exame como pré-requisito para que o bacharel em medicina obtenha o registro profissional nos Conselhos Regionais de Medicina (CRM). Sem o registro, o recém-formado fica impedido de exercer a prática clínica. A responsabilidade pelo exame, conforme o texto aprovado, será do CFM.

Um problema no projeto, apontado por Rogério Carvalho, é a criação de um ônus para o formando que terá que fazer também o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, que avalia a qualidade das faculdades de medicina.

To top