Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ministro Mauro Vieira explicou a posição do Brasil a respeito do conflito no Oriente Médio. Em pronunciamento, à mesa, ministro de Estado das Relações Exteriores do Brasil, embaixador Mauro Vieira.
A Comissão de Relações Exteriores recebeu nesta quarta-feira (18/3) o ministro Mauro Vieira. Ele relatou os esforços brasileiros por uma saída diplomática para o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. O chancelar disse que o Brasil vem defendendo o respeita ao direito internacional, que não legitima o uso da força desmedida. Mauro Vieira repudiou a escalada das hostilidades, com o transbordamento dos ataques israelenses ao Líbano. Ele reforçou mais uma vez a posição brasileira contrária aos ataques do Hamas a Israel, em outubro de 2023.
“O Brasil defende uma ordem mundial baseadas em regras internacionais, que permitam o direito à legítima defesa, mas não legitimem o uso indiscriminado da força. Uma interpretação elástica não interessa ao Brasil, e daí deriva a importância da democracia e a capacidade de diálogo do Brasil”, disse o chancelar.
Mauro Vieira disse que o Brasil já emitiu cinco notas oficiais condenado os ataques de Israel e dos Estados Unidos, “que ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes”. A posição do Brasil é de preocupação com os impactos humanitários e econômicos globais decorrentes do conflito. Além disso, o Itamaraty se solidariza com os países árabes alvo de ataques iranianos. “A Carta da ONU é a base da posição brasileira. Apenas o diálogo e a diplomacia podem produzir resultados duradouros”, frisou.
Mauro Vieira relatou também os esforços da diplomacia na assistência aos brasileiros que se encontravam na região em 28 de fevereiro, data do início dos ataques. Ele disse que havia 8 mil nacionais em trânsito em países como Catar e Barein, o que demandou esforços de negociação para o retorno. O líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), testemunhou a qualidade do trabalho do Itamaraty no episódio.
“Quero testemunhar a presteza de toda nossa unidade diplomática no Catar. O atendimento aos brasileiros foi rápido”, disse o senador. Jaques Wagner também elogiou o trabalho do Itamaraty na conclusão do acordo comercial Mercosul – União Europeia, depois de 20 anos de uma “trajetória longa e difícil, mas que trará benefícios para empresários, trabalhadores e a economia”.



