Alessandro Dantas

A senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do PT no Senado, defendeu o fortalecimento da presença feminina na política e o enfrentamento à violência de gênero durante participação na Plenária Nacional da Secretaria de Mulheres, realizada nesta sexta-feira (24/4), no âmbito do 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília.
O encontro integra a programação que celebra os 46 anos do Partido dos Trabalhadores e deve orientar as diretrizes eleitorais da legenda para 2026. A plenária também prestou homenagem a duas referências históricas da militância petista e da luta democrática: Clara Charf e Sonia Braga.
Em sua fala, Teresa Leitão destacou a sub-representação feminina no Senado e os desafios enfrentados pelas mulheres na política. “Nós somos 81 senadores e senadoras, nós temos 15 mulheres no Senado. Eu fui a única mulher eleita senadora pelo PT”, afirmou.

A parlamentar chamou atenção para o ambiente hostil enfrentado por mulheres em espaços de poder. “O espaço é tóxico, as bolas nas costas são constantes, as puxadas de tapete e muito mais. Que isso não aconteça de mulher para mulher”, disse, ao defender maior solidariedade entre lideranças femininas.
A senadora também vinculou a ampliação da participação política feminina à construção de um projeto de país mais justo. “Um Brasil justo não se faz sem igualdade entre homens e mulheres. É sobre as mulheres que mais pesa a carga da desigualdade social”, afirmou.
Outro ponto abordado foi o debate sobre o fim da escala 6×1, tema em discussão no Congresso. Segundo ela, a proposta dialoga diretamente com a qualidade de vida das mulheres. “Não foi para morrer de fome, nem trabalhar até morrer. Trabalhar para viver”, declarou.
Teresa Leitão ainda destacou o papel do governo do presidente Lula no enfrentamento à violência de gênero, mencionando iniciativas como o pacto nacional pelo fim do feminicídio. “Essa é a pauta das nossas vidas”, disse.
Ao tratar da paridade, a senadora ressaltou que a presença feminina não deve ser apenas numérica. “Paridade não é só dividir por dois. A gente precisa ter equidade, condições reais para fazer valer a nossa voz”, afirmou. A líder do PT no Senado também denunciou a violência política de gênero como fator de afastamento das mulheres da vida pública. “Qualquer motivo é motivo de violência. Isso está afastando as nossas companheiras da política”, concluiu.



