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Ministro da Fazenda afirma que medidas do governo garantem estabilidade nos preços dos combustíveis

Dario Durigan garantiu que o presidente Lula não aceita que os efeitos da guerra no Oriente Médio sejam pagos pelos brasileiros

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Ministro da Fazenda afirma que medidas do governo garantem estabilidade nos preços dos combustíveis

Dario Durigan explicou medidas para diminuir efeitos da guerra no Oriente Médio

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (6) que as medidas adotadas pelo governo federal têm garantido ao Brasil maior estabilidade diante da crise global de combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC, ele destacou que, enquanto países como Coreia do Sul cogitam racionamento e nações como África do Sul e Chile enfrentam altas de até 150%, o Brasil registra um impacto médio de cerca de 20%.

Durigan ressaltou que o atual modelo de subvenção para o diesel importado é fruto de uma parceria equilibrada entre a União e os estados, pactuada via Confaz, com divisão de custos em 50% para cada ente.

“Nossa intenção é dividir esforços para que o país siga bem e com abastecimento”, frisou o ministro.

Dario Durigan comparou a atuação do governo Lula com a gestão Bolsonaro, que fez controle de preços tirando recursos dos estados, como medida eleitoreira. A conta foi paga pelo então ministro Fernando Haddad, para não sobrecarregar as finanças estaduais.

Durigan informou que todos os estados brasileiros aderiram formalmente ao pacto de subvenção, com exceção de Rondônia, que não apresentou retorno e permanece fora do acordo. O estado é governado por um bolsonarista.

Um ponto importante na atuação do governo é o apoio ao setor produtivo. Por meio de medida provisória, estendeu benefícios ao diesel de produção nacional e ao biodiesel, valorizando a posição do Brasil como produtor de combustível verde para mitigar os efeitos do conflito internacional. Outros exemplos são a desoneração no setor aéreo, com isenção de tributos federais, e a manutenção da subvenção para o gás de cozinha.

O aumento dos preços do combustível tem por efeito aumento da arrecadação do governo por meio da cobrança de impostos. E o governo quer reverter essa folga orçamentária em benefício da sociedade. O ministro da Fazenda disse que enviou projeto ao Congresso Nacional solicitando autorização para utilizar o aumento de receitas para abater tributos sobre gasolina e etanol, evitando que o Brasil se torne “sócio da guerra”.

“Não vou usar esse dinheiro para fazer estoque, abater pagamento da dívida. Não vamos deixar o efeito da guerra prejudicar os brasileiros”, garantiu.

Dario Durigan reforçou o apoio do governo Lula ao agro, mencionando os esforços pela estabilidade dos preços do diesel e a garantia de abastecimento. Além disso, relembrou a abertura de uma linha de crédito especial em 2025 de R$ 12 bilhões para agricultores em áreas de calamidade.

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