
Os senadores petistas se manifestaram a respeito dos áudios mais do que comprometedores que expuseram as relações suspeitas entre Flávio Bolsonaro e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, responsável pelo maior escândalo financeiro da história brasileira.
O filho do ex-presidente pediu R$ 134 milhões ao banqueiro hoje preso. Não bastasse a relação imprópria exposta no diálogo – um senador da República confraternizado quase amorosamente com um criminoso sobre o qual já pairavam muitas suspeitas – há muitas perguntas sem resposta, que devem ser apuradas pela Polícia Federal.
Como salientou o senador Fabiano Contarato (PT-ES), o Brasil não aceita as relações promíscuas entre poder econômico e poder político. “É grave que um pré-candidato à Presidência da República trate de recursos financeiros com um banqueiro para promover interesses pessoais e familiares. Tudo precisa ser investigado com rigor, transparência e responsabilidade. Ninguém pode estar acima da lei”, disse.
O líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse que o representante da extrema-direita deve explicações à sociedade. “Muitos dos que sobem aqui nessa tribuna dizem que são os arautos da moralidade. O tempo acaba provando que não é bem assim”, frisou, acrescentando que o STF deve ir a fundo para apoiar as investigações.
Vale salientar que há ao menos quatro requerimentos pedindo a abertura de comissão parlamentar de inquérito para apurar as relações dos políticos com Daniel Vorcaro e o Banco Master, todas apoiadas pela bancada petista. Uma delas, como lembrou a líder do partido no Senado, Teresa Leitão (PE), tem como primeiro signatário o senador petista Rogério Carvalho (SE).
“Um filme de corrupção começa a ser exibido. Flávio Bolsonaro, o filho escolhido por Jair Bolsonaro para ser presidente do Brasil, deve explicações ao nosso país. As denúncias são graves e exigem nossa atenção”, explicou a senadora.
A senadora Eliziane Gama (PT-MA) considerou “constrangedor e gravíssimo” o conteúdo do áudio. “É o maior escândalo de corrupção financeira ganhando mais uma temporada. Merece investigação profunda”, disse.
Um ponto importante levantado pelo senador Humberto Costa (PT-PE) é a mudança de versões do ‘bolsonarista 01’. “Mentir é o ofício da família. Flávio negou, chamou de fake news, foi desmascarado e depois teve que admitir. A estratégia é sempre a mesma: negar até não dar mais. O áudio está aí e a vergonha também. Que a família Bolsonaro é afeita a crimes e a fake news, todos sabemos. Mas não a gente não cansa de se assombrar com a forma delituosa de agir”.
A conclusão do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) resume o enrosco em que se meteu a extrema-direita: “O escândalo do Banco Master tem digitais do bolsonarismo do começo ao fim”.



