SAÚDE

Comissão aprova projeto de Rogério Carvalho que cria selo para ampliar terapias integrativas no SUS

Relatada por Teresa Leitão, proposta fortalece o atendimento humanizado e preventivo sem gerar custos extras ao sistema público

Alessandro Dantas

Comissão aprova projeto de Rogério Carvalho que cria selo para ampliar terapias integrativas no SUS

Projeto de Rogério Carvalho cria selo de incentivo à adoção de práticas integrativas em saúde

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (13/05), o projeto de autoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE), que institui o Selo “Amigo das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde” (PICS). A proposta, que recebeu parecer favorável da senadora Teresa Leitão (PT-PE), busca incentivar a oferta gratuita de terapias integrativas a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo um modelo de cuidado mais acolhedor e preventivo.

O objetivo é reconhecer e valorizar o trabalho de profissionais e instituições que já contribuem voluntariamente com o SUS, oferecendo tratamentos como acupuntura, yoga, reiki, fitoterapia e outras 25 modalidades já previstas na Política Nacional de Práticas Integrativas.

Para o senador Rogério Carvalho, o selo é um passo fundamental para mudar a cultura do cuidado em saúde no Brasil, saindo do foco exclusivo na doença para focar no bem-estar completo do cidadão.

“Cuidar da saúde vai além do tratamento da doença. É preciso olhar para o ser humano de forma completa, com acolhimento, equilíbrio e promoção da saúde”, afirmou o senador. Ele destaca que a iniciativa representa um avanço na valorização de práticas que já beneficiam milhares de brasileiros. “Nosso objetivo é incentivar ações que promovam bem-estar, prevenção de doenças e qualidade de vida. Essas terapias precisam estar cada vez mais acessíveis à população”, declarou.

O parecer da senadora Teresa Leitão, aprovado na CAS, aprimorou o texto original para facilitar a adesão ao programa. O relatório simplificou exigências burocráticas e ampliou a validade do selo para quatro anos, garantindo que profissionais sérios possam manter o reconhecimento com mais agilidade.

“A medida intenta promover a racionalização das ações de saúde, estimulando a adoção de alternativas terapêuticas inovadoras, contribuindo para a mitigação da ‘medicalização’ excessiva”, disse a senadora. Com a aprovação na CAS em caráter terminativo, a proposta segue agora para a sanção do presidente Lula.

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