SEGURANÇA PÚBLICA

Avança no Congresso medida provisória de valorização das polícias federais

MP enviada pelo presidente Lula foi aprovada em comissão mista de deputados e senadores

Alessandro Dantas

Avança no Congresso medida provisória de valorização das polícias federais

Presidida por Randolfe Rodrigues, comissão aprovou MP que destina recursos de bets para Polícia Federal

Comissão de deputados e senadores aprovou nesta quarta-feira a Medida Provisória (MP 1348/2026) do presidente Lula que destina 3% do valor arrecadado pelas bets ao Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades fim da Polícia Federal (Funapol). O texto segue agora para votação nos plenários da Câmara e do Senado.

Presidente da comissão, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) disse que a MP é demonstração concreta da preocupação do governo Lula com a solução dos problemas de segurança pública, por meio do aparelhamento das instituições e da valorização dos policiais.  

“É mais uma iniciativa do governo Lula para priorizar a segurança dos cidadãos. Segurança se faz com investimento em tecnologia, em inteligência e em quem garante a segurança”, disse Randolfe, citando outras iniciativas do governo na área, como o PL Antifacção e à PEC da Segurança Pública.

A MP 1.348 autoriza o governo federal a aportar até R$ 200 milhões no Funapol em 2026. Em 2025, o fundo custeou R$ 634 mil em despesas empenhadas, segundo o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop). O texto ainda inclui as seguintes fontes de receita para o fundo:

– repasses relacionados ao combate ao crime organizado, vindo de entes federativos ou de organismos internacionais; e

– doações de pessoas físicas ou empresas, nacionais ou estrangeiras.

O texto prevê um período de transição para a destinação do novo percentual ao fundo: 1% do montante em 2026, 2% em 2027 e 3% a partir de 2028. Os percentuais são aplicados após o pagamento dos prêmios e o desconto do Imposto de Renda.

O restante dos valores a que o governo tem direito será distribuído entre diversos ministérios, organizações não governamentais e entidades esportivas. Entre eles estão o Fundo Nacional de Segurança Pública e a Seguridade Social, que ficará com 1,2% do valor arrecadado pelas empresas de apostas.

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