Alessandro Dantas

A segurança pública está entre as principais preocupações dos brasileiros e exige uma atuação coordenada entre União, estados e municípios. É nesse contexto que o Senado começa a analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que terá como relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o senador Rogério Carvalho (PT-SE).
O petista considera a relatoria uma demonstração de confiança em seu trabalho e assume o compromisso de contribuir para o fortalecimento de uma estrutura nacional de segurança pública capaz de enfrentar, de forma mais efetiva, o crime organizado.
Em entrevista, o senador também falou sobre as prioridades do governo Lula no Congresso e fez uma comparação entre os projetos políticos que, segundo ele, estarão em disputa nas próximas eleições.
O senhor foi escolhido como relator da PEC da Segurança Pública na CCJ. O que essa escolha representa para o seu trabalho no Senado e para Sergipe?
Rogério Carvalho: Representa muito, porque essa PEC que trata de segurança pública é um tema que está na ordem do dia e é uma preocupação de todos os brasileiros. O presidente do Senado e o presidente da CCJ me escolheram para ser o relator. Isso tem um significado: é o meu compromisso em melhorar a segurança pública e também o meu compromisso com o presidente Lula para fazer um trabalho de auxiliar o governo a ter uma estrutura nacional de segurança pública que auxilie, com força, o combate ao crime organizado de verdade.
Para mim, é uma satisfação muito grande, uma honra. E, mais do que isso, representa o reconhecimento do nosso trabalho e do nosso compromisso em ajudar a resolver o problema da segurança pública no Brasil.
Qual será a sua prioridade na análise da proposta na CCJ?
Rogério Carvalho: O nosso compromisso é trabalhar para que o Brasil tenha uma estrutura nacional de segurança pública que possa auxiliar, com força, no combate ao crime organizado. Esse é um problema que ultrapassa as fronteiras dos estados e exige uma atuação articulada e coordenada.
A segurança pública está na ordem do dia e preocupa todos os brasileiros. Por isso, precisamos construir uma proposta que seja capaz de melhorar a atuação do Estado e dar respostas efetivas à população.
A PEC que prevê o fim da escala 6×1 também começa a tramitar na CCJ. Existe possibilidade de a proposta ser votada ainda antes das eleições?
Rogério Carvalho: Se [a articulação] der resultado com o presidente do Senado, a gente vota até meados de setembro. Se não, a gente vota com certeza depois das eleições, porque esse é um compromisso nosso, compromisso do presidente Lula, compromisso do nosso mandato, compromisso de uma parte do Senado que tem clareza da importância da redução da jornada de trabalho para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e, principalmente, das mulheres trabalhadoras.
Quais são os principais recados de Lula ao Congresso neste momento?
Rogério Carvalho: O presidente Lula tem demonstrado um compromisso muito claro com um Brasil que seja para os brasileiros. É um projeto que olha para todos, que olha para o pobre, para o preto, para a empregada doméstica, para o pequeno agricultor e para o grande agricultor.
É um Brasil que vê quem ninguém vê, que resgata os invisíveis. Pessoas que não tinham lugar, que moravam na periferia, que não tinham casa e que agora podem ter sua casa própria. Pessoas que precisavam comprar um carro ou uma moto como instrumento de trabalho e agora têm acesso a isso.
É também um Brasil que olha para a juventude que não conseguia terminar o ensino médio porque não tinha dinheiro para custear as despesas e que agora pode ter uma bolsa para, ao sair do ensino médio, ter um tempo para arranjar um trabalho ou entrar na faculdade.



