Agência Brasil

O mercado financeiro espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza em 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros (Selic) na reunião desta semana. Atualmente em 14%, a taxa deve cair para 13,75%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (14/9) pelo Banco Central. O encontro do Copom será realizado nesta terça (15/9) e quarta-feira (16/9).
Diante da expectativa de redução, os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Rogério Carvalho (PT-SE) defenderam uma queda mais significativa dos juros. Para os parlamentares, a política monetária precisa contribuir para a retomada dos investimentos, a ampliação do crédito e o crescimento econômico.
Humberto Costa classificou a atual taxa de juros como “absurda e injustificável” e afirmou que o patamar elevado da Selic prejudica o Estado e o setor produtivo ao encarecer empréstimos, financiamentos e o capital de giro das empresas.
“A taxa de juros praticada no Brasil é absurda e injustificável. Ela espolia o Estado e o setor produtivo ao tornar caros empréstimos e financiamentos, capital de giro das empresas, dívidas acumuladas”, afirmou o senador.
Para Humberto, os juros estão “absolutamente descolados” da realidade brasileira e impedem um crescimento mais robusto. “Passou da hora de o Copom ter responsabilidade cívica e fazer um corte significativo na Selic. O Brasil não aguenta mais esses juros extorsivos”, disse.
Rogério Carvalho avaliou que a expectativa de redução da Selic representa uma sinalização positiva para a economia, mas defendeu que a queda seja mais expressiva. Segundo ele, o governo tem adotado medidas de responsabilidade fiscal e agora é necessário que a política monetária acompanhe esse esforço.
“A Selic ainda está em um patamar muito elevado e precisa cair de forma mais significativa para que possamos destravar investimentos, ampliar o crédito e sustentar um ciclo de crescimento econômico”, afirmou.
O senador também defendeu uma atuação coordenada entre as políticas fiscal e monetária. “Política fiscal e política monetária precisam caminhar na mesma direção: o governo fazendo a sua parte e o Banco Central cumprindo o seu papel de criar condições monetárias mais favoráveis ao crescimento”, disse Rogério.



