
Senadores petistas fechados com o PIX: pela soberania nacional
A bancada do Partido dos Trabalhadores manifestou repúdio às recentes medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil, que incluem a imposição de novas barreiras tarifárias e questionamentos ao funcionamento do PIX. A reação vai na mesma linha da nota oficial do governo brasileiro sobre o encerramento da investigação da Seção 301 pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que tratou do tema pelo lado americano.
O governo brasileiro ressaltou que a investigação falhou em demonstrar qualquer impacto negativo de suas políticas sobre o comércio norte-americano e lamentou a aplicação de sobretaxas. Os senadores petistas destacaram que a ofensiva externa coincide com visitas recentes de integrantes da oposição de extrema-direita aos EUA, configurando uma tentativa de desestabilização econômica para auferir ganhos eleitorais e desviar a atenção de investigações domésticas, como o escândalo envolvendo o banco Master.
Desenvolvido por técnicos do Banco Central do Brasil, o PIX consolidou-se como um dos instrumentos de inclusão financeira e eficiência mais bem-sucedidos do mundo. As críticas do governo americano de que o sistema de pagamentos instantâneos prejudicaria injustamente empresas dos EUA foram rebatidas com firmeza pelos parlamentares.
A líder do PT no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), classificou o argumento estrangeiro como um pretexto para interferir nas instituições nacionais. “O tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil é responsabilidade da família Bolsonaro. Engenheiros do caos, eles estão dispostos a prejudicar a economia nacional, afetar empregos e enfraquecer setores produtivos para atender a seus próprios interesses políticos. Um dos argumentos do governo americano é que o PIX tem prejudicado injustamente empresas dos EUA. Trata-se de mero pretexto para atacar nossa soberania e nossas instituições. O PIX é tecnologia brasileira e não abriremos mão dele”, afirmou a líder.
O senador Rogério Carvalho (PT-SE) disse que é inadmissível que interesses políticos de uma família continuem sendo colocados acima dos interesses do povo brasileiro. “O Brasil é uma nação soberana, livre e respeitada no cenário internacional, e não aceitará qualquer tipo de interferência externa em seus assuntos internos”. E salientou que “o clã bolsonarista segue prejudicando o nosso país, alimentando narrativas e articulações que atingem diretamente a economia nacional, os empregos e a imagem do Brasil no exterior”.
O senador Humberto Costa (PT-PE) enfatizou o impacto social do sistema de pagamentos e criticou a postura de submissão da oposição aos interesses externos. “O Brasil precisa de quem o coloque de pé, não de quem o entregue de joelhos. Atacar o PIX é atacar o trabalhador, o pequeno comerciante, a dignidade financeira do nosso povo. É sabotar o Brasil por dentro, enquanto fazem reverência a presidente estrangeiro”, declarou o senador.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), reafirmou a independência comercial do Brasil e garantiu a continuidade do sistema de pagamentos. “O PIX é do Brasil. Após visita de membros da família Bolsonaro, o presidente dos EUA volta a atacar a soberania brasileira com um novo tarifaço. O Brasil é independente e não será capacho de ninguém. Se não quiserem comprar da gente, exportaremos para outros países. E o PIX, orgulho nacional e referência mundial, seguirá funcionando”, publicou o senador.
A senadora Eliziane Gama (PT-MA) também alertou para os riscos que essa postura traz para o mercado de trabalho nacional e a arrecadação do país. “Há brasileiros atuando contra o nosso próprio país. Alguns desses traidores estão indo aos EUA e colocam em risco o emprego aqui em terras brasileiras, nossa renda e nosso faturamento. Não aceitaremos interferência externa. O PIX é nosso e ninguém mexe”, disse.



