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CPI: Agenda da semana terá Ricardo Barros e foco no negacionismo

Depoimentos da semana terão foco em investigações de empresas que se beneficiaram com propaganda de medicamentos ineficazes contra a Covid e do líder do governo Bolsonaro que estaria envolvido no escândalo Covaxin
:: Rafael Noronha9 de agosto de 2021 14:37

CPI: Agenda da semana terá Ricardo Barros e foco no negacionismo

:: Rafael Noronha9 de agosto de 2021

A CPI da Covid retoma os depoimentos na próxima terça-feira (10) com o presidente do Instituto Força Brasil, o coronel da reserva Helcio Bruno. O coronel foi citado como um dos intermediários entre as negociações fraudulentas envolvendo a Davati Medical e integrantes do Ministério da Saúde que culminaram no pedido de propina de um dólar por dose do imunizante AstraZeneca que a empresa norte-americana teria acesso.

O contrato bilionário com o ministério da Saúde previa a compra de 400 milhões de doses de vacina. Helcio Bruno também teria sido o responsável por intermediar encontro entre a Davati e o então secretário-executivo do ministério da Saúde, coronel Élcio Franco.

Na quarta-feira (11), a CPI retoma os depoimentos relacionados ao tratamento precoce e o uso de medicamentos ineficazes contra a Covid-19 ao ouvir o representante da Indústria Farmacêutica Vitalmedic, Jailton Batista. A empresa é fabricante de medicamentos do kit-covid.

Oitiva do líder do governo
Os depoimentos da semana se encerram com a presença do líder do Governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR). Em depoimento à comissão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) revelou que, ao contar para Jair Bolsonaro sobre os indícios de corrupção na aquisição da vacina Covaxin, Bolsonaro teria mencionado que o caso seria um “rolo” do deputado Ricardo Barros.

Documentos mostram que governo desistiu de milhões de vacinas
Reportagem do jornalista Jamil Chade, do Uol, mostra que o governo Bolsonaro desistiu de 43 milhões de doses de vacinas em negociações por meio do consórcio Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados foram obtidos por meio de acesso quase 500 páginas de telegramas enviados pela diplomacia brasileira que comprovam como o governo Bolsonaro atrasou a compra de vacinas e permitiu o avanço da Covid-19 em solo brasileiro.

“Documentos internos do Itamaraty revelam que o governo Bolsonaro desistiu da compra de 43 milhões de doses para o Brasil. Além disso, a gestão bolsonarista hesitou em fazer parte da Covax, que ofereceu imunizantes mais baratos do que os negociados pelo governo com a Covaxin”, destacou o senador Humberto Costa (PT-PE).

A reportagem ainda mostra destaca que os documentos confirmam os ataques do Brasil contra a OMS e revelam como o ex-chanceler Ernesto Araújo fez questão de usar encontros para martelar sua ideologia nacionalista.

Com informações de agências de notícias

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