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“Elites usaram a lei para violar a lei”, denuncia Dilma na Argentina

Dilma foi a figura central do Ato Internacional pela Democracia no Brasil, realizado na tarde deste 1º de Maio, em Buenos Aires, Argentina
:: Cyntia Campos1 de maio de 2018 21:36

“Elites usaram a lei para violar a lei”, denuncia Dilma na Argentina

:: Cyntia Campos1 de maio de 2018

As elites brasileiras “usaram a lei para violar a lei”. Assim a presidenta eleita do Brasil, Dilma Rousseff, resumiu, para uma plateia de argentinos e de lideranças políticas progressistas latino-americanas o golpe de 2016 e seus desdobramentos, que levaram às cordas a jovem democracia brasileira.

Dilma foi a figura central do Ato Internacional pela Democracia no Brasil, realizado na tarde deste 1º de Maio, em Buenos Aires, Argentina. O ex-presidente da Colômbia, Ernesto Samper, o ex-governador da Cidade do México, Cuauhtemóc Cárdenas, e o prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel estavam entre as centenas de manifestantes que entoavam o coro “Lula Libre” em solidariedade ao ex-presidente.

A manifestação de Dilma recebeu destaque na imprensa argentina. Jornais como La Nación e Página 12 — este apoiador e co-organizador do ato — enfatizaram a denúncia de uso do aparato judicial brasileiro para determinar os rumos do processo político.

“Sei perfeitamente distinguir um golpe militar de um golpe judicial, parlamentar e midiático”, apontou Dilma, para quem a manobra que a afastou da Presidência em 2016 deu origem a um regime que, aos poucos, mostra-se tão feroz quanto a ditadura militar, ainda que por outros meios. “Sei o que é a tortura e a morte. Mas o golpe parlamentar também sustenta interesses econômicos, localiza inimigos e os ataca, enquanto reduz, de maneira permanente, o poder das instituições democráticas. O impeachment foi travestido de legalidade. Como se tivessem usado um biombo para ocultar o caráter ilegal do processo”.

Além de Samper, Cárdenas e Esquivel, o ato contou com a presença de Estela de Carlotto, dirigente da organização Avós da Praça de Maio, o senador Fernando Solanas, o arcebispo auxiliar de Buenos Aires, Gustavo Carrara, parlamentares, lideranças sindicais e dos movimentos sociais. e das agremiações progressistas argentinas.

“Todos os oradores se dirigiram a Dilma como presidenta legítimdo Brasil e definiram Lula como preso político”, registrou o jornal La Nación.

DILMA EN LA FERIA DEL LIBRO

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Publicado por Página/12 em Terça-feira, 1 de maio de 2018

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La Nación – Dilma Rousseff, en la Feria del Libro: “Libre o preso, Lula será elegido presidente de Brasil”

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