“Essa onda pega todos”, diz Paim ao cobrar ação do Congresso

Senador diz que Legislativo precisa promover agenda positiva que responda aos anseios da sociedade.

:: Da redação24 de junho de 2013 22:42

“Essa onda pega todos”, diz Paim ao cobrar ação do Congresso

:: Da redação24 de junho de 2013

 

“Se o Congresso não quiser ficar numa situação
delicada, tem que operar, tem que votar,
e por que não ir além um pouco do que as ruas falam?”

O senador Paulo Paim (PT-RS) cobrou nesta segunda-feira (24), a elaboração definitiva de uma pauta que atenda às necessidades da sociedade brasileira. “A Presidenta, agora mesmo, está falando numa Constituinte exclusiva, está falando em plebiscito, está falando em mobilidade; está reunindo Governadores, está reunindo Prefeitos, está reunindo os movimentos sociais. E nós, do Congresso Nacional, também temos que dialogar com a sociedade. E não adianta alguém aqui dizer: “Não, porque eu faço isso, eu faço aquilo”. Eu, coisa nenhuma. Aqui não existe “eu”. Essa onda pega todos, pega todos os partidos, todos, todos!”, ressaltou.

Ao avaliar a juventude atual, Paulo Paim chamou atenção para a capacidade de informação e articulação desta geração. A diferença, na sua opinião, é a internet “É uma geração muito mais informada do que a nossa. É uma geração que sabe, até pelo Portal da Transparência, o que está acontecendo no Judiciário, no Legislativo e ali do outro lado da rua, no Executivo. Tudo é muito rápido, tudo é em tempo real, e nós estamos ainda estamos devagar; perto dessa geração, lento, quase parando. Essa geração quer pressa, essa geração não quer mais esperar”.

“Isso é fato, é real. E nós não podemos aqui fazer de conta que não estamos percebendo”, acrescentou ao citar propostas suas como a possibilidade de candidatura avulsa e o fim do voto secreto em todas as instâncias do Parlamento

Para o senador, chegou a hora de votar também proposta que zera o custo do trabalhador com as passagens de ônibus. “O empregador paga 6%… Até 6%, o empregador paga, do transporte gratuito, para o assalariado. Muito bem, já que vamos subsidiar que essa parte de até 6% o trabalhador não paga e fica com o transporte gratuito, zero. A maioria das empresas já dão, muitas dão, são poucas que ainda cobram aqueles 6”, explicou.
 

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