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IPCA-15 tem deflação de 0,40% e senadores destacam cenário favorável para queda dos juros

Inflação acumulada no ano está em 3,09%; parlamentares petistas apontam efeitos das políticas econômicas do governo Lula e defendem redução da Selic

Agência Brasil

IPCA-15 tem deflação de 0,40% e senadores destacam cenário favorável para queda dos juros

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) registrou deflação de 0,40% em agosto, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (26/8). O resultado representa uma melhora significativa em relação à alta de 0,06% registrada em julho e reforça o cenário de maior controle da inflação no país.

Essa foi a primeira deflação do IPCA-15 em um ano, desde agosto de 2025, quando o índice havia recuado 0,14%. Também foi a maior deflação para o mês de agosto em quatro anos, desde 2022, quando o indicador registrou queda de 0,73%. No acumulado de 2026, o IPCA-15 registra alta de 3,09%.

Para senadores do PT, o resultado evidencia os efeitos das políticas econômicas adotadas pelo governo do presidente Lula e cria condições para que o Banco Central avance na redução gradual da taxa básica de juros, atualmente em patamar elevado.

O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou que o resultado confirma uma trajetória positiva da economia brasileira e associou a inflação controlada a medidas voltadas ao equilíbrio econômico, à geração de empregos e ao aumento da renda.

“Essa deflação de 0,40%, a maior registrada para o mês desde 2022, confirma que o Brasil está avançando no caminho certo. Com uma inflação acumulada de 3,09% em 2026, vemos os efeitos positivos de uma política econômica responsável, que combina equilíbrio, geração de empregos, aumento da renda e proteção do poder de compra das famílias”, afirmou.

Para Humberto, o cenário abre espaço para uma redução gradual dos juros. O senador ressaltou que a queda da taxa pode ampliar o acesso ao crédito, estimular investimentos e fortalecer o consumo. “Esse resultado cria condições para que o Banco Central prossiga, com responsabilidade, na redução gradual da taxa de juros, hoje em patamar ainda extorsivo. Juros mais baixos significam crédito mais acessível, mais investimentos, fortalecimento do consumo e maior crescimento da economia”, disse.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) também avaliou que a deflação de agosto demonstra avanços na construção de um ambiente de inflação mais estável. Segundo ele, o resultado contribui para preservar o poder de compra da população e reflete os efeitos das medidas econômicas implementadas pelo governo federal.

“O resultado do IPCA-15 de agosto mostra que estamos avançando na construção de um cenário de inflação mais controlada no Brasil. A deflação de 0,40% é um dado importante e demonstra que as políticas econômicas adotadas pelo governo federal estão contribuindo para melhorar os indicadores e preservar o poder de compra da população”, afirmou.

Rogério Carvalho defendeu que a trajetória de redução da inflação seja acompanhada pela queda gradual dos juros, de forma responsável e sustentável. Para ele, taxas menores podem melhorar as condições para o consumo, os investimentos e a geração de empregos. “Juros menores significam crédito mais acessível, maior capacidade de consumo para as famílias e melhores condições para investimentos, geração de emprego e aumento da renda”, destacou.

O senador ressaltou ainda que o desafio é consolidar a trajetória de queda da inflação sem perder de vista a necessidade de crescimento econômico. “É importante que essa trajetória seja sustentável. O desafio agora é consolidar a queda da inflação e, ao mesmo tempo, criar condições para que a economia brasileira cresça com mais força, beneficiando sobretudo os trabalhadores e as famílias brasileiras”, acrescentou.

Juros e geração de empregos

O senador Paulo Paim (PT-RS) também relacionou o controle da inflação a um ambiente mais favorável ao crescimento econômico e defendeu a redução dos juros como forma de estimular a atividade produtiva. “O controle da inflação pelo governo do presidente Lula é um sinal concreto de que estamos em um ambiente propício ao crescimento e ao desenvolvimento, gerando empregos e contribuindo para o aumento da renda dos trabalhadores. Dito isso, é necessário reduzir as taxas de juros para favorecer o empreendedorismo e estimular a economia”, afirmou.

Paim aproveitou para relacionar o cenário econômico à pauta trabalhista defendida pelo governo Lula, especialmente a proposta de redução da jornada de trabalho. Segundo o senador, a melhora dos indicadores deve ser acompanhada de medidas capazes de ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores.

“Abre-se, assim, também, a urgência de avançarmos no fim da escala 6×1 e na redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, como defende o presidente Lula. É mais saúde, é mais empregos, é mais dignidade. Nosso objetivo é melhorar a vida das pessoas”, disse.

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