Plenário

Política de recuperação da Caatinga segue para sanção presidencial

Senadores rejeitaram mudança apresenta pela Câmara dos deputados em proposta apresentada pela senadora Janaína Farias

Alessandro Dantas

Política de recuperação da Caatinga segue para sanção presidencial

Proposta de Janaína Farias vai a sanção presidencial

O plenário do Senado rejeitou nesta terça-feira (19/5) mudança promovida pela Câmara ao PL 1990/2024. De autoria da senadora Janaína Farias (PT-CE), o texto institui a Política Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga. A proposta havia sido aprovada pelo Senado em dezembro do ano passado e retornou após emenda apresentada na Câmara dos Deputados. Com a rejeição da emenda, o texto anteriormente aprovado pelos senadores segue para sanção presidencial.

O projeto define quatro objetivos principais para a política a ser criada: incentivar a recuperação de áreas degradadas da Caatinga, ampliar a produção sustentável de alimentos na região, contribuir para a segurança hídrica e estimular a bioeconomia.

Para alcançar esses objetivos estão previstas a capacitação de recursos humanos, a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico, a elaboração de planos de ação para prevenção ao desmatamento, o combate à desertificação e a recuperação da vegetação nativa, além do estímulo à adaptação a mudanças climáticas.

Entre os princípios estabelecidos pela política, destacam-se a sustentabilidade ambiental, a participação e o engajamento social, a conservação da biodiversidade e a integração de políticas setoriais. O texto também prevê a agregação do conhecimento científico e tradicional, a educação ambiental e a capacitação, bem como a avaliação contínua do progresso da recuperação vegetal.

O texto ainda define como diretrizes da política de recuperação da Caatinga a promoção da atuação articulada entre União, estados, municípios e atores não governamentais, e o incentivo a atividades extrativistas, agropecuárias e florestais sustentáveis na região.

A modificação aprovada pelos deputados autorizava o Poder Executivo a criar o Fundo da Caatinga. A mudança fez com que a proposta retornasse ao Senado para nova análise.

Em seu relatório, a senadora Leila Barros (PDT-DF) lembrou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado tem adotado o entendimento pela inconstitucionalidade de proposições de caráter meramente autorizativo, já que a competência para a criação de fundos é do Poder Executivo. O mesmo entendimento tem sido adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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