Alessandro Dantas

A senadora Teresa Leitão (PT-PE) defendeu, nesta terça-feira (19/5), que o Brasil trate os minerais críticos e as chamadas terras raras como recursos estratégicos para o desenvolvimento nacional, a soberania energética e a inserção do país na nova economia global. Ela enfatizou que esses elementos são essenciais para a produção de carros elétricos, turbinas eólicas, painéis solares, smartphones e equipamentos de alta tecnologia, tornando-se alvo de uma disputa internacional cada vez mais intensa.
A líder do PT no Senado destacou que o Brasil possui posição privilegiada nesse cenário por concentrar uma das maiores reservas mundiais de terras raras.
Para Teresa Leitão, o país precisa decidir se continuará exportando apenas matéria-prima ou se aproveitará esses recursos para impulsionar industrialização, inovação tecnológica e geração de empregos qualificados.
“Podemos ser muito mais do que meros exportadores de commodities”, afirmou, ao defender um projeto nacional de desenvolvimento associado à agregação de valor e ao fortalecimento da indústria brasileira.
A senadora citou o Projeto de Lei (PL 2.780/2024), aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 6 de maio, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e institui um comitê vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral. Segundo ela, o texto preserva pontos considerados fundamentais pelo governo Lula para garantir o controle nacional sobre esses recursos.
Teresa Leitão afirmou que o debate vai além da mineração e envolve diretamente a soberania do país sobre suas riquezas naturais. Ao lembrar períodos históricos de exploração mineral no Brasil, ela disse que o país não pode repetir modelos econômicos baseados apenas na exportação de recursos brutos sem retorno social e tecnológico para a população brasileira.
Além disso, a líder do PT defendeu que o avanço da exploração seja acompanhado de responsabilidade ambiental, proteção às comunidades afetadas e investimentos em ciência e pesquisa. Para ela, a transição energética não pode reproduzir práticas predatórias nem ampliar desigualdades sociais.
“O desafio do Brasil é transformar sua riqueza mineral em instrumento de soberania, inovação e inclusão”, declarou.



