Reforma política: plebiscito ocorrerá em 2014 e regras valerão em 2016

Vice-presidente Michel Temer confirma realização da consulta popular e diz que a base aliada está unida em torno da decisão.

:: Da redação4 de julho de 2013 20:10

Reforma política: plebiscito ocorrerá em 2014 e regras valerão em 2016

:: Da redação4 de julho de 2013

Governo e líderes partidários discutiram a
viabilização do plebiscito sobre a reforma política
para atender à sociedade

O vice-presidente da República, Michel Temer, que coordenou nesta quinta-feira (4) reunião sobre reforma política, anunciou que o plebiscito será realizado no ano que vem e as novas regras valerão para as eleições de 2016. A decisão foi tomada depois de uma manhã de reuniões, no Palácio Jaburu (residência oficial do vice-presidente), com líderes da base aliada do Governo na Câmara e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. “Não há mais condições de fazer qualquer consulta antes de outubro e, não havendo condições temporais, qualquer reforma que venha, só se aplicará para as próximas eleições”, disse Temer, após a reunião. “O que é inexorável tem que ser aceito”, ressaltou ele, ao informar que a base aliada do Governo no Senado será ouvida ao longo do dia.

Para que as regras fossem aplicadas em 2014, o plebiscito sobre a reforma política e o projeto modificando as normas eleitorais tinham de ser aprovadas até o dia 5 de outubro. A três meses para o fim do prazo, os parlamentares consideraram improvável fazer a consulta e aplicar as mudanças.

O vice-presidente disse que o próximo passo será os líderes dos partidos aliados na Câmara e no Senado elaborarem, em conjunto, o texto do projeto de decreto legislativo destinado a convocar a consulta popular. Os parlamentares calculam que precisarão de, pelo menos, 15 dias para concluir o projeto de decreto legislativo – instrumento usado para convocação do plebiscito.

A partir daí, senadores e deputados vão se debruçar sobre os temas que farão parte da consulta. Temer lembrou que há consenso sobre o plebiscito, porém, é possível promover mudanças no sistema político adotando outras alternativas.

Cardozo ressaltou que a base aliada está afinada e apoia a consulta popular sobre os principais pontos que devem ser alterados no sistema político brasileiro. “A sociedade brasileira sairá vitoriosa. Teremos um novo modelo de sistema político. A população vai dizer como quer que sua vontade seja representada no futuro e esse é um ganho para a história nacional”, disse.

 

Com informações da Agência Brasil

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