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Governo quer sucatear SUS para privatizar saúde pública, denuncia Paim

Ministério da Saúde suspendeu contratos e afetou produção de 19 medicamentos fornecidos gratuitamente pelo SUS
:: Rafael Noronha16 de julho de 2019 12:16

Governo quer sucatear SUS para privatizar saúde pública, denuncia Paim

:: Rafael Noronha16 de julho de 2019

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou o governo Bolsonaro, nesta terça-feira (16), após a divulgação da informação de que o Ministério da Saúde, comandado por Luiz Henrique Mandetta (DEM), suspendeu contratos com sete laboratórios públicos nacionais, atingindo a produção de 19 medicamentos distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a mais de 30 milhões de pessoas. A informação acerca da suspensão dos contratos foi trazida pelo jornal O Estado de S. Paulo.

“Governo corta verba para fabricação de 19 remédios distribuídos gratuitamente pelo SUS. 30 milhões de pacientes dependem deles. A maioria com câncer, diabetes e transplantados. O descaso com a saúde da população é uma constante. Há uma clara intenção de sucatear o sistema para privatizá-lo”, criticou o senador, em seu perfil no Twitter.

De acordo com a Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil, a interrupção abrupta pode causar um prejuízo de R$ 1 bilhão na cadeia produtiva nacional.

A suspensão afeta as parcerias para o desenvolvimento produtivo (PDP). E a lista de laboratórios atingidos pela medida inclui alguns dos principais laboratórios públicos do País – Biomanguinhos, Butantã, Bahiafarma, Tecpar, Farmanguinhos e Furp – e faz referência a farmacêuticas como GlaxoSmithKline Brasil e Libbs. Os medicamentos feitos a partir de PDPs ficam, em média, 30% mais baratos do que os valores de mercado.

Segundo informação veiculada pelo portal Jota, laboratórios e estados afetados pela medida do governo avaliam ir à Justiça contra a suspensão dos contratos. As instâncias deliberativas sobre PDPs, como o Comitê Deliberativo, foram extintas por decreto de Jair Bolsonaro que encerrou diversos colegiados da administração pública.

Para o presidente da Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil (Alfob) e da Bahiafarma, Ronaldo Ferreira Dias, as suspensões podem levar ao desabastecimento de medicamentos essenciais ao SUS.

 

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