Alessandro Dantas

O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu nesta quarta-feira (12/08) o fortalecimento da fiscalização trabalhista e a convocação de mais auditores fiscais do trabalho para combater o trabalho escravo, o trabalho infantil e prevenir acidentes. Em discurso no Plenário, Paim destacou que os profissionais são um “escudo protetor da dignidade dos trabalhadores do campo e da cidade” e alertou para o déficit histórico da carreira.
Segundo o parlamentar, o Brasil conta atualmente com cerca de 2,6 mil auditores para fiscalizar mais de 103 milhões de trabalhadores. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) recomenda, para países como o Brasil, um auditor para cada 20 mil trabalhadores. O Brasil tem uma proporção de aproximadamente um fiscal para cada 39 mil trabalhadores.
Paulo Paim também chamou atenção para os números relacionados à segurança no trabalho. Em 2025, foram registrados mais de 800 mil acidentes de trabalho no mercado formal, com quase 25 mil casos de incapacidade permanente e cerca de 3 mil mortes.
Para o senador, a prevenção depende de fiscalização, acompanhamento e diálogo com empregadores. Ele lembrou sua experiência como técnico em segurança do trabalho e integrante de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) para defender uma atuação mais efetiva do Estado.
“Eu não quero que ninguém se acidente. Eu não quero que ninguém tenha que se aposentar, se encostar, porque se acidentou, perdeu o braço, perdeu a perna”, disse.
O senador também lembrou que a carreira recebeu novas atribuições nos últimos anos, como a fiscalização do cumprimento da lei da igualdade salarial entre homens e mulheres, dos descontos de empréstimos consignados e, mais recentemente, dos riscos psicossociais relacionados à saúde mental dos trabalhadores.
“Defender o fortalecimento da inspeção do trabalho é defender a dignidade humana. É direito fundamental previsto na Constituição. É defender a vida dos trabalhadores”, declarou.



