Agência Brasil

A chegada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 representa um avanço na tramitação de uma das principais reivindicações dos trabalhadores brasileiros. Senadores do PT já se posicionam pela aprovação da medida e se preparam para votar sim à proposta, que busca garantir mais tempo de descanso, convivência familiar e qualidade de vida sem redução salarial.
A expectativa é de que a matéria avance durante o próximo esforço concentrado do Senado que será realizado na próxima semana. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que pretende conversar com o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), para acelerar a análise da proposta.
“Nós vamos conversar com o presidente da CCJ, senador Otto Alencar, pra gente agilizar e, no esforço concentrado, a gente votar essas duas matérias que são fundamentais para os trabalhadores, para o mundo do trabalho, para as relações trabalhistas, para a atenção à família”, afirmou Teresa.
Também integrante da CCJ, a senadora Eliziane Gama (PT-MA) destacou que a PEC já começou a tramitar no colegiado e afirmou que votará pela aprovação tanto na comissão quanto no Plenário.
“A PEC do Fim da Escala 6×1 já começou a tramitar na CCJ, da qual sou membro. Estamos mais perto do que nunca para tornar real uma conquista para milhões de brasileiros. Trabalhadores, meu voto é SIM na Comissão e no Plenário para acabar com a atual jornada que é muito desumana”, declarou.
Para o senador Fabiano Contarato (PT-ES), a mudança é necessária para que os trabalhadores tenham condições de conciliar a atividade profissional com a vida pessoal.
“O trabalhador precisa de tempo para viver, descansar e estar com sua família”, afirmou.
Lula cobra votação
O senador Rogério Carvalho (PT-SE) destacou que o fim da escala 6×1 também é um compromisso do presidente Lula. Segundo ele, Lula se reuniu duas vezes nas últimas semanas com o presidente do Senado para defender a inclusão da proposta na pauta de votações.
“Se der resultado com o presidente do Senado, a gente vota até meados de setembro. Se não, a gente vota com certeza depois das eleições, porque esse é um compromisso nosso, compromisso do presidente Lula, compromisso do nosso mandato, compromisso de uma parte do Senado que tem clareza da importância da redução da jornada de trabalho para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e, principalmente, das mulheres trabalhadoras”, afirmou Rogério.
Mobilização
O senador Paulo Paim (PT-RS), histórico defensor da redução da jornada de trabalho, também pediu mobilização para garantir a aprovação da proposta. Segundo ele, o presidente da CCJ, Otto Alencar, afirmou ter votos suficientes para aprovar a matéria no colegiado.
“O presidente da CCJ, o Otto Alencar, disse que ele já tem votos para aprovar o fim da escala 6×1 e, consequentemente, que a gente passe a ter a 5×2 sem redução de salário. É uma notícia boa, vamos todos ficar vigilantes no esforço concentrado. É preciso mobilização nacional e aqui em Brasília também”, disse Paim.
A declaração de Otto Alencar reforça a perspectiva de avanço da proposta. O presidente da CCJ afirmou ser favorável ao fim da escala 6×1 e defendeu a adoção de uma jornada de cinco dias de trabalho por dois de descanso.
“Fim da escala 6×1 que eu defendo há muito tempo. Ano passado, em dezembro, eu aprovei uma PEC dessa que era de autoria do senador Paulo Paim e o Davi [Alcolumbre] não colocou para votar, está na mão dele, já passou pela CCJ. Eu acho que muitas empresas já estão praticando a jornada 5×2, eu acho isso correto, né? Dois dias para descansar. Trabalhar cinco dias, descansar dois dias. E se for para o Senado, na CCJ eu tenho votos pra aprovar”, afirmou.



